Pets fazem bem para a saúde
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sábado, 21 de agosto de 2010
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Na casa da médica veterinária Mirian Yaeko Nagai Bembem, as brincadeiras no quintal são sempre uma festa. Isso porque os três filhos João Morito, 6, Raquel Yumi, 5, e Paulo Yuji, 3, contam com a fiel companhia dos cinco cachorros da família. ''A interação é muito legal. Eles são bons companheiros'', ressaltou.
Para a veterinária e mãe, a troca de energia entre crianças e animais de estimação é benéfica. ''Meus filhos nasceram em uma casa que já tinha cachorros e são extremamente saudáveis. Tomando os cuidados adequados de profilaxia, a presença dos animais é bem-vinda'', avaliou.
O menino mais velho apresenta alergia a pelo de gato, o que impossibilitou a presença dos ''bichanos'' em casa. ''Mas esse é um problema individual dele. Não significa que todas as crianças desenvolvam a mesma alergia por terem um animal'', disse.
A percepção de Mirian ganhou respaldo de um levantamento de estudos nacionais e internacionais, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). A pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), indicou que a convivência entre crianças e pets pode contribuir na prevenção e no auxílio ao tratamento de várias patologias.
Entre algumas das observações, destacam-se a melhora da imunidade de crianças e adultos, redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. De acordo com o levantamento, os benefícios independem da idade.
Os pesquisadores da USP citam um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães, já que certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente à presença de cães.
''Também foi observada a redução de rinites alérgicas aos quatro anos de idade e aos seis a sete anos, devido à redução da imunoglubina E - um anticorpo que, quando em altas concentrações, sugere um processo alérgico'', acrescentou a pesquisadora Carine Savalli Redígolo.
Os pesquisadores alertam que as constatações não significam que o contato seja isento de possíveis efeitos negativos para a saúde. O objetivo do levantamento, portanto, é oferecer subsídios para que as famílias possam discutir com mais equilíbrio os prós e contras de possuir um cão.


