Se é verdade histórica que as pesquisas eleitorais não significam garantia de vitória nem de derrota para este ou aquele candidato, elas servem como indicativo de tendências no momento em que são realizadas e constituem amostragem confiável, que pode redirecionar estratégias de campanhas e a postura dos disputantes na sua relação com o eleitorado. A primeira rodada de uma série de oito pesquisas sobre a eleição à Prefeitura de Londrina, que este jornal publica hoje (com registro na 41 Zona Eleitoral), se estriba na confiabilidade da metodologia e na tradição do Instituto Experience, cujo diretor, Bruno Lopes, vem de uma carreira de mais de vinte anos na atividade, já tendo realizado trabalhos para grande número de destacados veículos de comunicação e empresas.

Menos pela revelação dos números, neste momento que é apenas de arrancada da campanha, a Folha de Londrina tem como principal propósito prestar mais um serviço jornalístico aos leitores e bem informá-los sobre o processo eleitoral. Conta, neste trabalho, com a parceria da TV Tarobá e da Rádio CBN, ambas de Londrina e que divulgarão os resultados simultaneamente, com este jornal.

Mas são os números, obviamente, que interessam aos cidadãos, especialmente aqueles aptos a votar, e eles demonstram neste primeiro levantamento que os candidatos Antonio Belinati e Nedson Micheleti são os preferidos, hoje, e que eles seriam disputantes num segundo turno. Belinati, prefeito por três mandatos, sai em vantagem numérica nesta estréia da pesquisa, em confronto com o segundo colocado, que é o atual prefeito, e ambos despontam sobre os seis outros concorrentes, que são os deputados estaduais Homero Barbosa Neto e Elza Correia, os deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani, o vereador Felix Ribeiro e o designer publicitário Naudemar Nascimento.

As convenções partidárias acabam de realizar-se e definir os candidatos, a campanha nem sequer foi para as ruas, mas os candidatos são bastante conhecidos, à exceção do último, porque todos os anteriores já passaram pelo crivo de eleições, e eleitos. Seis deles estão no exercício dos mandatos. Pela pesquisa, o universo de eleitores que ainda não sabem em quem votar dentre os oito candidatos, somam 40% do colégio eleitoral (323.303 até março, aguardando-se os números finais ainda não divulgados pelo TRE). É um percentual elevado de indecisos, capaz de alterar números e redefinir posições. Muitos jovens votam pela primeira vez, e estes, sim, pouco ou nada sabem sobre os candidatos mas constituem parcela expressiva, que nenhum dos disputantes deve desprezar, isto incluindo os 355 candidatos a vereador.

O que foi possível perceber é que os votos, na pergunta estimulada, crescem em proporção semelhante, mas o candidato que teve menor crescimento foi Homero Barbosa Neto, porque o perfil de seu eleitorado é semelhante ao eleitorado de Belinati. A pesquisa demonstra o que se sabia: que os eleitores de classe econômica mais baixa pendem para o candidato triprefeito, enquanto os das classes A/B têm preferência pelo atual prefeito isto avaliando-se apenas o ranking dos dois primeiros da pesquisa. Se Belinati vence em preferência, na sua relação com Nedson, tem maior volume de rejeição: 33% contra 29%. O diretor do Instituto Experience ressalta que os eleitores podem mudar seu voto mas a pesquisa retrata uma verdade real do momento em que foi feita.

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