A importância do bom humor e dos sentimentos positivos está documentada cientificamente. Um dos trabalhos mais recentes feito por pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, mostra que as expectativas em relação à velhice determinam o modo como envelheceremos.
Os pesquisadores ouviram 660 homens e mulheres com mais de 50 anos. Todos haviam sido entrevistados 23 anos antes. Eles foram questionados: ''À medida que os senhores ficam mais velhos, a vida fica melhor, pior ou igual ao que imaginavam quando eram jovens?''. Ao comparar os depoimentos do passado com os óbitos registrados no grupo, os pesquisadores perceberam que aquelas pessoas com uma visão mais otimista da velhice tendiam a viver, em média, sete anos e meio a mais que os pessimistas.
A conclusão foi que o impacto do otimismo sobre a longevidade equivale aos benefícios de não fumar e manter o colesterol e a pressão arterial em patamares considerados saudáveis.
Na opinião do neurologista e neurocirurgião Antonio Carlos Costardi, que esteve em Londrina na semana passada, bom humor é o humor natural investido nas relações de troca. Para ele, o estado ideal não é o de exaltação, em que a pessoa fica rindo sem motivo, nem o de angústia e depressão. ''O ideal é estar sereno, tranquilo, em harmonia. É o estado natural como o da criança que faz com prazer aquilo que gosta'', ele compara.

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