''Agora estou esperando a hora de morrer por isso vou ficando aqui mesmo.'' Esta é a frase que mais se houve dos idosos que estão nos asilos de Londrina. Eles parecem acreditar que não há mais nada a fazer, a vontade de viver terminou.
Antonio, 78 anos, diz que não mora mais com os filhos porque brigava muito com os netos. ''Eu implicava muito com os moleques por isso vim para cá, mas minha filha vem toda me ver, trazer os remédios. E meu cigarro é claro. Eu não fico sem fumar.'' Antonio diz que não tem muitos amigos e gosta de ficar no seu canto ''esperando a morte''. ''Eu não converso, só quando pessoas vêm falar comigo, igual vocês.''
José, 73 anos, não tem família, mas diz que tem alguns amigos no asilo. ''O problema é aqui tem gente que implica demais com o que a gente faz'', conta. Joana, 71 anos, foi para o asilo após a morte do marido. ''Na casa do meu filho não tinha lugar. Aqui é bom, eu passo o dia vendo televisão, gosto muito de ver filmes, novelas. E o meu filho vem toda semana me ver.''
A maioria dos idosos destas instituições passa o tempo sentada ou deitada, parecem não ter mais vontade de continuar a vida. Alguns dão a impressão que vivem em outro lugar, no passado.

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