Perigos da superexposição
A tecnologia está incorporada ao dia a dia das pessoas. Aparelhos de telefones celulares com aplicativos que cuidam até da dieta do usuário, tablets e notebooks que oferecem um sem fim de utilidades. Se a população ganhou facilidades ao incorporar a tecnologia à sua rotina, também deve-se afirmar que há muitos riscos a toda essa exposição. Se há adultos vítimas do mundo virtual e sofrendo com as consequências reais, é possível calcular os perigos que crianças e adolescentes estão correndo.
Estudo divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que 79% das crianças e adolescentes brasileiros que usam internet têm acesso às redes sociais. Na pesquisa anterior, feita em 2012, o índice era de 70%. O levantamento foi realizado entre setembro de 2013 e janeiro deste ano e ouviu usuários com idades entre 9 e 17 anos. O acesso dos mais jovens à tecnologia é positivo porque abre um "mundo de conhecimentos" inimaginável décadas atrás. No entanto, deve-se destacar as consequências do mau uso da rede e do acesso sem o correto monitoramento.
Segundo o Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná, 30% dos casos investigados envolvem crianças e adolescentes como vítimas ou mesmo responsáveis pelos atos infracionais. Além disso, cresce o número de pessoas menores de idade que atuam como responsáveis na prática de ações ilegais, como o compartilhamento de informações, imagens e fotos sem autorização. Esse público também fica exposto a pedófilos, estupradores e sequestradores, uma vez que costumam compartilhar informações pessoais.
Portanto, os pais devem ficar alertas sobre os perigos da rede mundial de computadores. A vigilância deve ser constante até mesmo porque os menores não têm maturidade para avaliar os riscos que correm. Se o uso da tecnologia oferece inúmeras vantagens às pessoas, é importante que todos fiquem cientes dos riscos. Educação, conscientização e cautela não podem ser deixados de lado.





