Pequenos também podem adotar ação comunitária
Responsabilidade social não é apenas para grandes empresas e projetos onerosos. Os pequenos também podem adotar ações sociais condizentes com o seu porte e capacidade de investimento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) pretende incentivar e dar embasamento técnico para que empresas menores possam desenvolver projetos sociais de acordo com a sua capacidade.
O consultor no Paraná, Edson Charavara, explica que o assunto ainda é relativamente novo para os empresários. E, segundo ele, muitos empresários de pequeno porte ainda não têm consciência de que não é preciso gastar muito para desenvolver programas sociais, oferecendo benefícios à comunidade, assumindo uma postura solidária e obtendo os mesmos resultados que os grandes empreendimentos conquistam com estas ações.
''O pensamento social ainda está muito na filantropia'', acredita. A Recapadora Taquarense, de Curitiba, que possui 60 funcionários, é um exemplo de que é possível gastar pouco e ainda assim ter programas sociais. Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a empresa contratou professores para dar aulas de ensino fundamental e médio para 14 funcionários.
''Vimos que alguns funcionários tinham deficiência escolar e apostamos que se estivessem melhor instruídos poderiam trazer melhores resultados para a empresa'', afirma a analista de recursos humanos da Taquarense, Priscila Machado.
Os resultados já estão aparecendo. Depois de um ano de aulas, conta Priscila, os funcinários já se mostram mais interessados, atentos, além de apresentarem uma postura mais responsável. Além do ensino, o fato de as aulas aconteceram na própria empresa depois de expediente foi uma motivação a mais para que os funcionários participassem. (A.B.)





