A boa notícia vem das micros e pequenas empresas brasileiras, que conseguiram diminuir no mês de abril, em relação a março, o ritmo de fechamento de postos de trabalho. Os dados são de um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo o levantamento, em abril, as micros e pequenas empresas demitiram 10,5 mil pessoas a mais do que contrataram em todo o País. O número é quase quatro vezes menor que o registrado em março, que teve 46,9 mil postos de trabalho fechados.
Ainda segundo a análise do Sebrae, as demissões nas médias e grandes empresas foram cinco vezes maior em abril: 54,6 mil postos de trabalho fechados. As micros e pequenas representam quase 98% do total de empresas no Brasil e são responsáveis por cerca de 55% a 60% dos postos de trabalho formais no País. Elas desempenham um papel relevante na economia nacional. Ajudam a dar dinamismo ao mercado e, muitas vezes, significam porta de entrada dos jovens à vida profissional.
Boa parte delas é composta de poucos funcionários e com perfil bem familiar. Justamente por essa estrutura enxuta, elas acabam tendo mais facilidade para se adaptar. Obviamente que o aspecto mais flexível e a versatilidade das pequenas é um ponto que favorece. Mas é importante acrescentar que a diminuição das demissões em abril pode ser reflexo do cenário econômico, pois com a crise, o maior número de dispensas de funcionários acontece nos primeiros meses. Depois começa a fase de ajustes, período importante tanto para as pequenas quanto para as médias e grandes, que precisam se preparar para enfrentar o tempo que ainda resta de turbulência econômica e indefinição política. Para sobreviver, empresários ouvidos hoje pela Folha de Londrina têm procurado ampliar as áreas de atuação e desenvolver novas metodologias de processos, obtendo menor gasto e maior produtividade com a mesma quantidade de funcionários.

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