"No mundo inteiro, os movimentos sociais e instituições de defesa dos direitos da mulher organizam atividades educativas e de sensibilização para chamar a atenção das pessoas para o drama da violência contra a mulher e despertar para a mudança de comportamento."
A violência contra a mulher, um dos mais abomináveis crimes da humanidade, leva o mundo a se manifestar, por meio de várias datas significativas, por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre ações praticadas contra a mulher.
Nessa luta são utilizadas campanhas, movimentos, articulações de mulheres feministas e de direitos humanos, de políticas públicas, dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, da sociedade civil organizada, além de parcerias em redes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada quatro mulheres é vítima de abusos sexuais por seu parceiro. E quase metade das que morrem por homicídio é assassinada por seus parceiros atuais ou anteriores. Assim, é preciso que a sociedade esteja mobilizada para lutar contra essas práticas.
Os 16 dias de ativismo que, em 159 países, começam no dia 25 de novembro. A data marcou o 1º Encontro Feminista da América Latina e Caribe, organizado em Bogotá em 1981, quando houve denúncia sistemática de violência de gênero, desde os castigos domésticos, as violações e torturas sexuais, o estupro, o assédio sexual, a violência pelo governo, incluindo tortura e abuso de mulheres prisioneiras. Em 1999, as Nações Unidas reconheceram esse dia de luta.
No Brasil a campanha é iniciada em 20 de novembro, no Dia Nacional da Consciência Negra, a qual se remete à inserção do negro na sociedade brasileira e sua luta contra a escravidão, uma homenagem ao dia do assassinato de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.
As mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero e esse dia marca a dupla discriminação de gênero e a racial sofrida pelas mulheres negras: pelo reconhecimento da opressão e discriminação históricas contra a população negra.
Em 1º de dezembro, no Dia Mundial de Combate à Aids, o objetivo é encorajar e receber apoio público no desenvolvimento de programas para prevenir o contágio e a disseminação da infecção do HIV. O número de mulheres contaminadas pelo vírus cresce rapidamente inclusive como consequência de violência sexual.
Em Londrina, o foco da campanha lançada ontem é a possível quebra de paradigmas sobre a questão da violência doméstica e familiar contra a mulher: pelo fim da violência.
Nós, da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, nos manifestamos totalmente contra essa barbárie que ainda assola um número significativo de lares, destruindo relações entre o homem e a mulher e, por consequência, resulta em filhos desestruturados que reproduzem essas ações ao longo de suas vidas. Recebemos, pelos jornais, revistas, televisão, etc., notícias terríveis sobre espancamento e assassinatos, violências que ocorrem no meio familiar e que deixam feridas terríveis no corpo e na alma da mulher. Elas sofrem caladas, com medo e receio de denunciarem seus parceiros. Por questões como culpa, vergonha, baixa autoestima, situação econômica, filhos e outras mais, elas preferem calar suas vozes. Seja você uma mulher resiliente contra a violência.

SONIA MEDEIROS
é secretária Municipal de Políticas para as Mulheres de Londrina



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