Os ensinamentos das novíssimas revelações nos dizem que devemos fazer ao Universo pelo menos quatro agradecimentos por dia, para assim entrarmos em consonância com a fonte da abundância, da alegria, da paz, da prosperidade e de todas as riquezas. Muitas coisas boas nos acontecem a todo momento e, na medida em que formos agradecendo por tudo o que nos ocorre, iremos diluindo camadas densas que nos rodeiam, e mais coisas gratificantes passarão a acontecer.
Temos o vício de lamuriar pelos incidentes menos agradáveis do dia-a-dia, a ponto de às vezes imaginarmos que só coisas ruins nos acontecem. E assim pensando, mais fortalecemos essa corrente. A prática de ficarmos vigilantes sobre o que nos ocorre de bom e o que deixou de acontecer de pior, e de agradecer por isso mesmo que apenas mentalmente nos colocará numa frequência vibracional semelhante, onde não habitam os medos.
Mesmo uma situação difícil que nos ocorra pode ser a oportunidade para extrairmos dela um ensinamento e de dar graças também por isso. No início, o exercício do agradecimento poderá ser um pouco mecânico mais da mente que do coração mas com a continuidade iremos extraindo do fundo do nosso íntimo manifestações cada vez mais puras, até que agradecer passe a ser um sentimento espontâneo e natural.
A ausência da gratidão nos embrutece, a ponto de não enxergarmos a beleza e a magnitude das coisas que sustentam a vida. Podemos desejar todos os bens materiais que nos agradam e nos proporcionam conforto, mas também podemos estender o olhar para outras tantas realidades belas que se descortinam e das quais usufruímos, mas não as percebemos e costumamos não agradecer pela existência delas.
No decorrer de um dia acontecem mais eventos bons que maus, porém ficamos viciados nas lamentações e ressaltamos muito os percalços que ocorrem, e assim os robustecemos e os atraímos ainda mais, fazendo que se repitam.
O clima de inquietação que vivemos é também resultante das nossas não-gratidões de cada dia. Pela sua baixa espiritualidade, a humanidade criou uma atmosfera muito densa ao seu redor, e as consequências se fazem sentir em forma de violência, convulsões sociais, guerras e doenças. A mente coletiva cria essa energia negativa e assim transforma cada indivíduo em algoz e vítima de si mesmo.
Preciso será iniciar um processo de desarmamento de espíritos, e isto tem de começar a partir de cada um. O caminho do agradecimento é uma fórmula de amenizar a alta tensão reinante e irá produzir resultados benéficos em cadeia. Esta é uma solução que as pessoas ainda não desejaram experimentar com persistência.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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