Uma fábrica não tem que produzir algo bom só para ganhar dinheiro ou porque o denominado concorrente possa produzir melhor e assim roubar-lhe a freguesia, mas porque esta deve ser uma preocupação com o consumidor. Quando a atenção se voltar para o cliente, ao invés de fixar-se na imaginária concorrência, haverá maior chance de a empresa prosperar.
O ideal de proporcionar satisfação ao usuário ou consumidor induzirá à natural elaboração de um produto de qualidade e gerará um campo vibratório capaz de romper obstáculos e alargar caminhos de negócios. A melhoria do produto ou serviço deve ocorrer independente da existência dos ditos concorrentes.
O simples ato de dar prioridade ao consumidor mudará o paradigma e causará um benéfico retorno, na mesma intensidade. Porque, quando se faz algo com a mente voltada não para a competição mas para o bem-estar de quem se utilizar do produto, o usuário captará essa onda e se sentirá satisfeito com o que adquiriu, criando um espontâneo processo vibratório de retribuição. Essa onda, infalivelmente, localizará o alvo (o fabricante), mesmo que não identificado, e o beneficiará.
Quando o sapateiro confecciona o sapato não apenas com o propósito de comercializá-lo, mas também imaginando que irá proporcionar bem-estar a quem o calçar, esse calçado será confortável. Quando um produto é fabricado com a intenção de competir com o concorrente, já sai contaminado e com toda certeza não fará bem a quem for usá-lo. Às vezes nem consegue sair da prateleira, porque o freguês olha mas não o compra. É por essas e outras que certos negócios progridem e outros não.
A intenção espontânea de servir ao consumidor ficará incorporada ao produto, e quem o usar ou consumir irá sempre dizer e reconhecer que tal é bom. O fabricante captará tal emanação de retorno, e seu negócio será envolvido por essa corrente vibratória positiva. De qualquer modo, é preciso sempre autovigiar-se, para saber se o que se está fazendo emana realmente do coração e não é apenas uma estratégia mental.
O universo lê e interpreta os atos bem-intencionados e os atos ardilosos, e os reprocessa, fazendo que retornem na mesma intensidade ao ponto onde se originaram. Uma guerra de concorrência cria um estado de beligerância, e as respostas a esse procedimento serão do mesmo padrão.
Se as empresas congêneres se ocupassem de partilhar conhecimentos e experiências já que lidam com produtos e clientes idênticos e se transformassem em parceiras nesse intercâmbio, comprazendo-se com o mútuo sucesso e empenhando-se em satisfazer o cliente, ao invés de se preocuparem tanto com a fantasma da competição, os negócios seriam mais prósperos e haveria mais paz no mundo.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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