Coerente e à luz da lei a posição da procuradora estadual do trabalho da 9 Região de Curitiba, Margareth Matos de Carvalho, sobre o trabalho de menores no estacionamento regulamentado em Londrina. Assim como é respeitável a proposta daquela autoridade, de que estes e outros adolescentes sejam contratados como aprendiz pelas empresas da cidade, para que gradativamente o poder público assuma o seu papel de cobrar pela ocupação do solo onde os veículos são deixados, com servidores contratados a partir de concurso.
A insegurança é uma das preocupações. Ainda hoje, por falta da necessária divulgação, muitos proprietários de veículos acham que estão pagando a Zona Azul para terem seus carros protegidos de ladrões. Desconhecem, não por culpa de suas ignorâncias, mas pelo fato de não terem sido informados, que estão pagando apenas pela vaga.
Entretanto, admite-se que o tema é profundamente complexo. É claro que a entidade que mantém os meninos desenvolve um trabalho sem igual, evitando que eles sofram desvios de formação. Também é bastante evidente que esta entidade é autora do projeto de estacionamento regulamentado em Londrina, e como tal dispõe há 20 anos do direito de executá-lo.
Mas existem leis que, numa linguagem simples, são maiores que a legislação municipal. E muito acima das leis existe a questão do bom sendo. Infelizmente, Londrina é uma cidade violenta e se homens armados não conseguem deter a criminalidade, por que expor meninos na mira dos bandidos? Por isso a coerência da procuradora. O que é urgente é política para prover a estes meninos condições de trabalho adequado, em plena condição de segurança e com tempo necessário para os estudos.
Walter Ogama

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