Paulinho é vítima de escuta telefônica
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Paulo San Martin<BR>Agência Estado 
São Paulo - Uma varredura feita ontem por um empresa especializada em segurança telefônica constatou que o telefone utilizado pelo candidato à vice-presidência na chapa de Ciro Gomes (PPS), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, no comitê central da Força Trabalhista, em São Paulo, assim como o telefone de João Carlos Gonçalves, o Juruna, presidente da Força Sindical, estavam grampeados por um aparelho eletrônico de escuta telefônica. As informações foram divulgadas nesta tarde pela Frente Trabalhista.
O telefone de Juruna era utilizado por Paulinho, presidente licenciado da Força Sindical, e está instalado no gabinete da presidência da organização, no Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade em São Paulo.
Suspeita - O deputado federal Emerson Kapaz (PPS) afirmou, no início da noite de ontem, que recai sobre o candidato à presidência José Serra (PSDB) ''a principal suspeita'' de ter ordenado o grampo nos telefones de Paulinho e de Juruna. ''Esta coisa de grampo, da forma como está sendo feito, aponta claramente para o Serra, esta é a forma José Serra de agir'', acusou Kapaz. ''São os mesmos indícios do episódio que sepultou as pretensões eleitorais de Roseana Sarney (ex-governadora do Maranhão), principal rival do mesmo Serra.''
Kapaz afirmou que a Frente Trabalhista já esperava ações deste tipo, desde que Ciro Gomes começou a crescer nas pesquisas de intenção de voto. ''Não é à-toa que Serra tem um contrato de R$ 1 milhão por ano com empresa de detecção de grampos telefônicos'', disse o deputado.


