Passado, presente e futuro devem caminhar juntos. Assim como a construção de grandes avenidas, viadutos e altos edifícios podem indicar sinal de progresso das cidades, é importante que as antigas construções com a manutenção da sua arquitetura sejam preservadas. Reportagem da FOLHA percorreu alguns dos patrimônios históricos do Norte do Paraná e a constatação não poderia ser pior: locais abandonados ou já destruídos pela ação humana.
  De modo geral, a percepção é que a população pouco valoriza os locais públicos de lazer e seus patrimônios históricos. A Praça Rocha Pombo, localizada no Centro de Londrina, é um desses exemplos. Tombada como patrimônio, frequentemente vira notícia pela sujeira e depredação do local.
  Outros casos – ainda piores porque já estão totalmente destruídos – também são citados na reportagem, como a Estação Ferroviária de Joaquim Távora (Norte Pioneiro), a Casa dos Anões (na Avenida Higienópolis, em Londrina) e o Hotel Rolândia (na cidade do mesmo nome).
  Patrimônio histórico pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade. São obras construídas ou produzidas pelas sociedades passadas e, por isso, representam uma importante fonte de pesquisa e preservação cultural. Deveriam ser valorizados por toda a comunidade, não destruídos ou alvo de vandalismo. Ações desse tipo destacam a falta de educação de um povo, a sua incapacidade de cuidar do passado, de valorizá-lo.
  Por isso, faz-se urgente a realização de campanhas educativas a fim de esclarecer a população sobre a importância da preservação. O assunto também deveria ser abordado nas escolas, a fim de já formar opinião em crianças e jovens. Patrimônios históricos devem ser preservados, cuidados e motivo de orgulho
para toda a população. Se todos ajudarem a fiscalizar, a história deixará de ser perdida.

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