Bogotá, Colômbia – O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, e os chefes das Forças Armadas colombianas partiram ontem para a zona rebelde no centro-sul do país reocupada por tropas oficiais após o rompimento do processo de paz com a guerrilha, na quarta-feira.
Pastrana visita San Vicente del Caguán, principal cidade da região. Os moradores de San Vicente, que está sob toque de recolher à noite, vêm manifestando simpatia em relação às tropas do governo.
Com a visita, Pastrana pretende mostrar à população colombiana que o governo tem o controle da região. A reocupação da área recebeu forte apoio da população, frustrada com a falta de resultados de três anos de processo de paz, durante os quais a guerrilha atacou alvos civis e militares.
A retomada da região vem sendo rápida e com relativamente poucas vítimas. A guerrilha marxista Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deixou os centros urbanos e se refugiou nas montanhas para evitar um confronto direto com as tropas do Exército, que nos últimos anos vem recebendo treinamento e equipamentos dos Estados Undios.
Pastrana e os EUA acusam as Farc de terem convertido a zona desmilitarizada num centro de treinamento de guerrilheiros e terroristas, sequestro e produção de narcóticos.
As Farc disseram que vão retomar o diálogo apenas com o próximo governo. As eleições presidenciais têm primeiro turno em maio, e os principais candidatos têm um discurso duro em relação à guerrilha.
A visita presidencial foi precedida pelo avanço das tropas do governo pelos povoados da região e bombardeios aéreos contra posições da guerrilha.

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