Participação do empresário no Governo
Maior participação do empresário na política, de forma a intervir nas decisões dos governos. Esta é uma proposta do consenso comum, e é o que defende o cientista político Augusto de Franco, que falou sobre o assunto à classe empresarial em Curitiba e amanhã faz palestra idêntica em Maringá. Franco condena a forma comum de o empresário apenas contribuir financeiramente nas campanhas eleitorais, e afirma que ele precisa ter ação mais direta. Não é só essa classe de cidadãos que não participa ou participa muito pouco mas todos os demais segmentos que exercem poder e influência da sociedade, assim como os brasileiros no geral. Se os grupos empresariais, como fazem agora os agricultores e como têm feito também os industriais, se unem em momento de reivindicação da classe a que pertecem, essa prática precisa ser adotada em qualquer circunstância que envolva interesses maiores da pátria. Pela força que detêm, por comandar as cadeias de produção e serem os que mais arrecadam impostos e empregam, os empresários têm o dever patriótico de atuar mais intensamente com os Governos e de insurgir-se quando as políticas públicas não servem. Não se instala a democracia política sem essa participação. O empresário é um ator político, porque ele é capaz de formular projetos para o desenvolvimento da sociedade ressalta Augusto de Franco. Com efeito, a experiência do empresário no gerenciamento da empresa o habilita à adoção de fórmulas mais produtivas e menos onerosas, o que não ocorre com a maioria dos governantes, que sem práticas de gestão e administrando dinheiro alheio gastam desbragadamente e não economizam. Mas não apenas isso e sim porque os homens públicos e aí incluem-se os integrantes dos três Poderes não sabem quanto custa gerir um negócio, sempre de alto risco, e como é difícil equilibrar contas e fazer o muito e o pouco renderem, sem desperdícios. Visão estratégica e excelência de gestão, estas as duas marcas fortes dos comandantes de empresas, grandes ou pequenas, são atributos não podem ser desperdiçados. Construir uma nova nação é dever de todos, e no caso dos empresários, eles podem atuar com mais poder e eficácia, pela experiência adquirida à testa dos seus negócios. Essa intervenção deve ocorrer pelo caminho da contribuição e também do policiamento, que não dispensa ações de reação e medidas mais enérgicas, se necessário. Embora os governantes sejam eleitos pelo povo, que por esse ato lhes outorga o poder de exercerem governo e tomar decisões, no Brasil a confiança dos cidadãos nos homens públicos deixou de existir. Então, será preciso operar conjuntamente e excercer fiscalização, porque administrar o Brasil é coisa muito séria para ficar apenas nas mãos dos políticos.





