Participação da mulher na sociedade
Em um curto espaço de tempo a mulher ganhou destaque na sociedade brasileira. Se há menos de cem anos sequer podiam votar, hoje ocupam o cargo mais alto da política brasileira, de grandes estatais e de empresas privadas. Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o nível de ocupação das mulheres com mais de 10 anos de idade aumentou de 35,4% para 43,9% entre os anos de 2000 e 2010, enquanto o dos homens foi de 61,1% para 63,3%.
Se os homens ainda são maioria no mercado de trabalho, proporcionalmente a participação feminina cresce muito mais. E esse aumento está diretamente ligado ao nível de escolaridade. Mulheres sem qualquer instrução ou com o ensino fundamental incompleto representam apenas 36,9% do universo pesquisado, contra 67,1% dos homens. Já mulheres com curso superior de graduação completo representaram 78,2%, o dobro daquelas que não estudaram, contra 86,6% dos homens.
As mulheres ganharam mais destaque perante à sociedade. Se hoje estão presentes em vários setores da atividade produtiva, seja executando trabalhos considerados ''masculinos'' ou em cargos estratégicos, é justamente no mercado de trabalho que há um importante desafio a ser superado: a diferença salarial. Dados do próprio IBGE mostram que as mulheres obtêm renda anual média de R$ 1.097,93, enquanto os homens atingem R$ 1.518,31.
No entanto, a maior diferença ocorre quando a mulher tem 11 ou mais anos de estudo. Quando os profissionais têm curso superior, o trabalhador masculino chega a ganhar R$ 1,6 mil a mais do que elas. Para acabar com essa diferença, está em discussão no Congresso o projeto de lei 130/2011 que prevê multa à empresa que pagar salário inferior para mulher quando ela realizar a mesma tarefa que um homem. Sem dúvida será um importante avanço.
A mulher conquistou maior espaço no mercado de trabalho devido à sua habilidade multitarefa. Ao longo das décadas as mulheres ''abraçaram'' mais responsabilidades, mas talvez esse seja o momento da redefinição dos papéis. As próprias características da vida moderna exigem maior praticidade e compartilhamento, atitudes que devem ser executadas por todas as pessoas: homens e mulheres.





