Sobram ‘‘donos’’ e faltam ações práticas de preservação no Parque Estadual de Vila Velha. Atualmente, a área, com 3.122 hectares (5 milhões de metros quadrados), está loteada entre três órgãos do governo estadual. A Paraná Turismo administra as áreas abertas à visitação – arenitos, Furnas e Lagoa Dourada – que somam 425 hectares. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) responde pelos 1.345 hectares de área de matas e campos. Os 1.352 hectares restantes são de responsabilidade do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
A história do parque é uma novela de transferência de responsabilidades. Criada por lei estadual, em outubro de 1953, a unidade de conservação foi passada à administração do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura. Em 1970, quando criou a hoje extinta Paranatur, o Estado transferiu parte da área a esse órgão. Em 1975, a totalidade da reserva voltou às mãos da Secretaria de Agricultura.
Entre 1989 e 1986, o parque foi administrado pela Prefeitura de Ponta Grossa, município que abriga a reserva. Foi o período de pico no número de visitantes. Atualmente, a prefeitura tenta retomar a administração e promete investir na área. (V.D.)

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