Antes do segundo turno das eleições para a Prefeitura Municipal de Londrina, tivemos o privilégio de apresentar aos dois candidatos proposta elaborada pela Fundação Paulo Muniz sobre incremento ao turismo de lazer em nossa cidade com o melhor aproveitamento do Parque Arthur Thomas a partir da prospecção do Aquífero Guarani (ex-Botucatu).
Este encontro contou com a presença de mais de 700 pessoas interessadas em melhorias para o nosso município e da nossa sociedade. Para a satisfação de todos os presentes ao encontro, o comprometimento assumido pelos representantes do candidato, hoje reeleito, prefeito Nedson Micheleti, nas pessoas dos senhores padre Dirceu Fumagalli e Álvaro Grotti Jr., não poderia ser de maior alento.
O padre Fumagalli enalteceu a proposta e disse que ninguém em sã consciência poderia ser contra e, abraçando a idéia, ressaltou que estudos de impactos ambientais deveriam contemplar o projeto. Nós também pensamos assim, e estamos seguros que, fundamentados em estudos responsáveis por parte da biologia vegetal, e sem perder de vista os interesses das famílias que buscam oportunidade de trabalho em nosso município, por certo, encontraremos os meios de realizarmos um projeto socialmente responsável e sustentável. Na verdade, não vejo a necessidade de derrubar uma árvore sequer dentro do parque. O Arthur Thomas é a grife, o encanto, o markenting do projeto. Existem áreas em torno do parque que se prestariam para a engenharia construtiva necessária.
A idéia não é original, ela traz o embasamento de Goiás, onde o Complexo de Águas Quentes, nas cidades de Rio Quente e Caldas Novas, gira aproximadamente R$ 400 milhões todos os anos. Também temos o exemplo da cidade catarinense de Piratuba que também tem termas. Em Foz do Iguaçu as águas quentes do Guarani estão sendo exploradas por um hotel, como mostrou reportagem mostrada na quinta-feira pelo Jornal da Globo. O Aquífero Guarani passa embaixo de Londrina e deve ser melhor estudado para que possa trazer benefícios para nossa sociedade. Segundo as últimas informações, em nossa região, as águas do Guarani não são potáveis, mas podem ser utilizadas para formar piscinas quentíssimas e de forma terapêutica.
Como podemos perceber, cidades pequenas, distantes dos grandes centros, conseguem explorar o turismo de lazer e atrair recursos, gerar empregos, movimentar uma região. Em infra-estrutura, não há comparação delas com Londrina. Estamos localizados em região privilegiada, temos ligação por rodovias e um aeroporto que está se modernizando. Nossa rede hoteleira, nossos bares, nosso comércio e nosso setor de prestação de serviços tem grau de excelência superior.
O que nos falta então se temos quase tudo? Falta-nos verdadeiramente uma união dos setores interessados em fomentar o turismo de lazer com o empresariado londrinense, as entidades representativas, juntamente com a Prefeitura (que já deu apoio à idéia) e o governo do Estado. Unidos, conseguiremos ampliar as discussões, fortalecendo o crescimento econômico, promovendo a produção de emprego e renda.
PAULO MUNIZ é empresário em Londrina

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