Atitude abominável de deputado que invadiu um hospital dedicado ao tratamento de pacientes com coronavírus e ameaçou prender funcionários da linha de frente do combate à Covid-19, sob a alegação de estar “fiscalizando” as ações do governo. Na qualidade de parlamentar, ele ainda continua carregando a sua índole de policial. Na condição em que se encontra e por uma questão de discernimento, as coisas não podem se misturar ao fazer uso da sua truculência em um local totalmente diferente das suas ações corriqueiras e cruéis como um infesto policial. Hospital não é cadeia, os quartos não são celas, salas de cirurgias não são espaços para torturas, e UTI não tem serventia para sevícias em pau-de-arara.

Claudine de Oliveira (aposentado) Apucarana

O STF

Vivemos numa democracia, fundamentada no pensamento de Montesquieu, filósofo e escritor de reconhecida e indubitável inteligência social. Na democracia, já aceita pela esmagadora maioria dos países civilizados, os Três Poderes da República estão definidos na Constituição que rege as relações sociais. Montesquieu definiu a democracia como a função exercida pelo Poder Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário, representado, por seu órgão maior, o Supremo Tribunal Federal. Daí porque desde 1988, ou seja há 32 anos, temos liberdade de expressão e garantias constitucionais, ou seja a liberdade dos cidadãos expressarem as suas ideias e se fazerem representar na forma da lei. Não podemos, porém tripudiar sobre a ordem estabelecida e a garantida forjada nos Três Poderes da República. Digo isso tudo porque tenho o dever de repudiar, com toda a veemência, os atos terroristas, promovidos contra o STF, quando alguns elementos, insanos, jogaram fogos de artifício no prédio do STF e gritavam contra essa Instituição, indispensável para o funcionamento da democracia, pedindo o seu fechamento. Esses atos criminosos de vandalismo e demência de poucos anarquistas merecem todo o repúdio da nossa sociedade. A lei deve ser respeitada, assim como a civilização também, pois não podemos regredir à idade média, onde os tiranos faziam o que bem entendiam e os cidadãos viviam como escravos naquela época de trevas. Todas as cabeças inteligentes, honestas e centradas deste país foram contrárias a tais atos insanos, desordeiros e criminosos. O brasileiro é um cidadão ordeiro, honesto e sério, não admitindo a violação da lei maior (Constituição) que nos rege, pois não podemos retroceder a tempos onde a força predomina sobre a justiça. Ninguém está acima da lei e ninguém tem o direito de impor a sua vontade.

Servio Borges da Silva (advogado) Londrina

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