Os dias de jogos noturnos, basquete ou futebol, são sempre agitados para os fotógrafos da Folha. O final desses jogos, quase sempre, coincidem com o fechamento do jornal. Para darmos a matéria com fotos é montado todo um esquema para que o jornal não atrase seu fechamento e chegue à casa do leitor, de todo o Paraná, o mais cedo possível.
Primeiro definimos, dependendo do horário em que o jogo começa, em qual página será publicada. Depois o tamanho da foto e se ela é horizontal ou vertical. Isto no início da noite, mas como geralmente são publicadas em páginas ‘‘vivas’’, que estão à espera de matérias ‘‘quentes’’, essas definições são tão frágeis quanto nossa seleção de futebol.
Dependendo da página em que a foto será publicada, o fotógrafo tem no máximo 40 minutos para fazê-la, voltar para a Redação e passar para o computador as melhores imagens, que depois de editadas são tratadas para publicação. O leitor pode achar o tempo bastante razoável para se fazer uma boa foto. Mas se as páginas mudarem o fotógrafo terá que fazer uma boa foto na vertical, uma boa foto na horizontal e ainda outras duas para a primeira página. No total, uma boa produção deste trabalho de 40 minutos seriam quatro boas fotos. Acredite, não é fácil.
Mesmo porque a quantidade de variáveis que encontramos neste tipo de cobertura são grandes, como atraso, baixo nível técnico, iluminação precária e até problemas com o equipamento fotográfico. Certa vez, ao cobrirmos um jogo de basquete, não conseguimos extrair as fotos do cartão digital da câmera. Tecnicamente, os arquivos estavam corrompidos. Foi uma correria geral na fotografia, faltavam apenas 15 minutos para o fim do jogo. Imediatamente, dois fotógrafos voltaram para o Moringão para refazer as fotos. Felizmente, conseguimos boas imagens, fechamos os ‘‘buracos’’ que estavam na página e o jornal rodou normalmente. Pelo menos até o próximo jogo.
Milton Dória

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