Os últimos anos têm registrado nítidos sinais de aproximação entre Lions Clubes e Rotary Clubes, numa intensidade que prenuncia proveitosas parcerias, tal a importância desses dois movimentos internacionais de prestação de serviços humanitários.
As velhas rivalidades e idiossincrasias corporativas cederam lugar à reconciliação e ao diálogo, pois ambos compreenderam, ao longo do tempo, que não há justificativas para separá-los.
Afinal, lutam pelos mesmos propósitos, inspirados pelo mesmo objetivo comum de praticar a virtude da solidariedade, com espírito de missão, como se fossem braços de um mesmo tronco.
Líderes do leonismo, entre os quais Augustin Soliva, foram recepcionados em encontros rotários em Buenos Aires, o mesmo sucedendo, em contrapartida, na Convenção Nacional de Lions, em Belo Horizonte, onde uma carismática autoridade rotariana, Lloyd Yung, expôs em linhas gerais o projeto Família Substituta, para cuja execução uniram-se as duas entidades.
Esses exemplos frutificaram e se alastraram pelos Estados, de modo que o intercâmbio entre essas organizações tem sido visto como uma solução inteligente e amadurecida, capaz de gerar dividendos sociais, num campo onde a divisão de forças compromete os resultados.
Instituições dessa natureza e credibilidade não são como clubes de futebol, nos quais a paixão oblitera o espírito e o fanatismo cega e desune. Pelo contrário, a tradição de civismo, lucidez e postura ética, que Rotary e Lions realimentaram através da história, permite acreditar que essa integração tornou-se estuário natural de sentimentos afins. A surrada frase do estadista americano de que ‘‘tudo nos une, nada nos separa’’, aplica-se como luva ao caso, e poderia até ser repetida, sem surpresa, pelo governador do Rotary, Joaquim Monte, ao prestigiar a posse do governandor do L-6, que compartilha, inteiramente, desse projeto.
O pacto de uma aliança foi selado, compromisso que eleva a responsabilidade de ambas as instituições perante a sociedade. Não custa relembrar o vate lusitano, de que ‘‘tudo vale a pena, se a alma não é pequena.’
- TÚLIO VARGAS é governador do Distrito L-6 de Lions Internacional

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