O antigo Projeto Metronor, que visava integrar o eixo Londrina-Maringá, abrangendo também cidades vizinhas além das duas extremidades, foi uma promissora idéia, mas não saiu do papel. Agora, um pouco menor que esse, lança-se em Londrina o Projeto Arco Norte, abrangendo a cidade-sede e mais Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé e Ibiporã. A perspectiva é boa, pelo objetivo de integração, de forma a que todas essas cidades ganhem. Porque se Londrina, por natural conquista, converteu-se numa cidade-pólo e por isso servindo a toda a região citada – e por extensão em área ainda maior – também oferece o risco de sufocar o desenvolvimento de municípios circunvizinhos, em alguns setores. A idéia do Projeto Arco Norte é do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, cujos técnicos o exibiram, nesta quinta-feira, ao Clube de Engenharia e Arquitetura. O empreendimento dá, assim, os primeiros passos, anunciando-se que o governador Roberto Requião poderá assinar, ainda neste mês, o protocolo autorizando a criação do Consórcio Público Arco Norte. Trata-se de um projeto de envergadura, e demandará ainda estudos e avaliações. Uma das obras compreendidas é um grande aeroporto de cargas, de escala nacional e transnacional, e que se localizaria na Zona Sul da cidade. No futuro, certamente, esse aeroporto abrigaria também grandes aeronaves de passageiros, porque é certo que chegará o tempo em que a grande Região Norte terá linhas aéreas para fora do País. Pensando-se apenas nos limites territoriais de Londrina, a localização é acertada, embora a área seja acidentada, e porque afasta-se, assim, uma idéia antiga de construir um novo e grande aeroporto na Região Oeste, que é hoje o último respiradouro para a expansão residencial mais sofisticada. Um aeroporto nessa zona – onde cada vez mais vão se instalando condomínios fechados de alto padrão – bloquearia esse fluxo. Mas se esse aeroporto se localizasse em Apucarana – eqüidistante 50 quilômetros entre Londrina e Maringá – atenderia às duas regiões polarizadoras e afastaria extravagâncias futuras de dois aeroportos de tais dimensões. Afora o aeroporto, o Projeto Arco Norte prevê balcões alfandegários, empresas de logística, parque industrial, centros de tecnologia, hotéis e outros estabelecimentos pertinentes. A sensatez não recomenda coisas gigantes em duplicidade, em cidades próximas. Casos de aeroportos, grandes universidades, hospitais, centros de pesquisas e outras instituições, destacadamente nos casos de ocupação de grande espaço, de elevado investimento, de ruídos, de questões ambientais. Para megarregiões, megaprojetos, edificados em parceria e segundo conveniências bilaterais. O Arco Norte é boa idéia e não invalida a continuidade da antiga idéia do Metronor. É prudente dar corpo a projetos unificados e integradores, de modo a servir a um maior volume de interesses.

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