Paranaenses querem programas de governo
Os paranaenses não estão interessados nos ataques que fazem entre si os candidatos ao Governo do Estado, mas querem a apresentação de seus programas governamentais o que ainda não se viu até agora, a não ser as generalidades típicas das campanhas. A exploração dos defeitos de este e daquele, como argumento para conquista de votos, só leva o eleitorado a decepcionar-se ainda mais com os candidatos. Ademais porque alguns foram companheiros de partido e de governo, no passado, e comungaram de ideologias idênticas, não significando que tenham melhorado ou piorado apenas pelo fato de agora se encontrarem em bandas opostas. É desanimador ouvir promessas de que, nestas três semanas que antecedem a eleição, fatores negativos dos concorrentes serão os argumentos fortes dos palanques, quando o eleitorado gostaria de saber o que os candidatos projetam fazer à testa do Governo. O Paraná como de resto o Brasil tem muitos problemas, e deles os candidatos não têm se ocupado, senão de forma genérica. Estão aí para serem enfrentados o desemprego, a precária moradia e as misérias sociais no geral, que induzem suas vítimas aos atentados contra o patrimônio alheio e intranqüilizam a população na verdade males que vêm de muitos governos; o pedágio implantado por Jaime Lerner, este de difícil solução mas que poderia ser encarado por alguma maneira heróica e desafiadora, com a participação dos indignados usuários; o problema antigo dos corredores de exportação e dos portos; a questão dos acampamentos e das invasões de terras, que, se envolvem decisões nacionais de reforma agrária, podem contar com a atenção e a ação dos poderes estaduais e de sua liderança, para sensibilizar e mobilizar as autoridades maiores da República. Os eleitores querem, dos candidatos, indicativos de soluções, mas que sejam específicos e dignos de credibilidade e não meras palavras, porque estas, leva-as o vento. O que se tem ouvido no palanque eletrônico é ataque e contra-ataque. É preciso colocar um basta nessa insolência que toma conta do horário político no rádio e na televisão. Decidido o veredito das urnas, será apenas um o eleito, e os demais cairão no esquecimento do povo, pouco interessando o que deles foi dito de mal pelos adversários. Sobrará a cobrança da população sobre os problemas que a afeta e que podem ser solucionados ou amenizados pelas medidas do governante que tomar assento no Palácio Iguaçu. Mas é preciso que se conheça os planos governamentais de cada um.





