O Paraná está iniciando um projeto inovador na área de mobilidade urbana. Trata-se da implantação do Passaporte Veicular Digital, um projeto-piloto que vai tokenizar mil veículos com o objetivo de testar, na prática, como a tecnologia blockchain pode transformar a relação do cidadão com o próprio automóvel. A iniciativa é conduzida pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) em parceria com o Detran (Departamento de Trânsito do Paraná).

O Passaporte Veicular Digital funciona como uma identidade eletrônica do veículo, registrada em blockchain, reunindo dados que vão desde as informações de fábrica até histórico de revisões, quilometragem, seguros, financiamentos, ocorrências e transferências.

Funciona da seguinte maneira: os mil veículos de teste receberão um token único, vinculado ao número do chassi, permitindo que todas as informações sejam rastreadas de forma segura, imutável e acessível ao longo de toda a vida útil do automóvel.

O projeto-piloto levará 120 dias, período que incluirá processo de desenvolvimento do sistema que vai armazenar esses dados, dos portais de consulta das informações e de testes de segurança, privacidade e operação assistida dos veículos já tokenizados.

Se os resultados do projeto-piloto forem satisfatórios, o Passaporte Veicular Digital poderá ser ampliado para toda a frota do Paraná em um prazo de cinco anos. Para o governo, o serviço posicionará o Estado como referência nacional em inovação aplicada à mobilidade e à gestão pública

O objetivo do projeto é aumentar a segurança e a transparência, pois a tecnologia utilizada não permitirá que as informações sejam alteradas de forma indevida, reduzindo fraudes em quilometragem, registros e documentação.

Para o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, o ganho para o cidadão é direto: processos mais simples, menos burocracia, mais agilidade nas transferências e confiança no acesso a informações autênticas sobre o próprio veículo.

O projeto-piloto ainda é uma promessa, sujeito a ajustes e desafios que certamente aparecerão ao longo dos 120 dias previstos. Mas, se bem-sucedido, pode inaugurar um novo padrão de transparência, segurança e eficiência, abrindo portas para um modelo que outros estados dificilmente vão ignorar.

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