Em meio a preocupação com o coronavírus, que já teve três casos confirmados no Brasil, o Paraná entrou em estado de epidemia de uma doença já bem conhecida por aqui, a dengue.

Segundo o último boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), 30 pessoas já morreram pela doença desde o final de julho de 2019, quando teve início o atual período epidemiológico da dengue.

Desde o final de julho do ano passado, o Estado registrou 44.441 casos da doença. O total equivale a 336,21 casos por 100 mil habitantes. A situação de epidemia é caracterizada quando a proporção ultrapassa 300 casos confirmados para cada 100 mil habitantes.

Todos os 399 municípios do Paraná têm casos suspeitos da dengue e 106 cidades enfrentam situação de epidemia.

Os números devem subir ainda mais pois há outros 40.891 casos suspeitos em que a Secretaria de Saúde aguarda os resultados dos exames. Em Londrina, são 4.878 casos confirmados e outras 12.237 notificações.

O mosquito Aedes aegypti também está ativo na transmissão de outras doenças muito sérias. No segundo semestre do ano passado, foram notificados cinco casos de chikungunya (nas cidades de Araucária, Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e Toledo) e três de zika vírus em Foz do Iguaçu.

O Paraná espera a liberação pelo Ministério da Saúde do fumacê importado. O problema é que o produto ainda não tem laudo técnico para ser repassado aos Estados.

Diante de tudo isso, a população precisa entender que não existe milagre e se dedicar na remoção dos criadouros do Aedes.

O coronavírus também é preocupante, mas não podemos minimizar a gravidade e desviar a atenção de uma epidemia gravíssima como a dengue. Não adianta estocar álcool gel e máscaras em casa e deixar criadouros do Aedes no quintal.

As ações de prevenção são as mesmas de décadas atrás e exaustivamente divulgadas. Consiste em evitar a proliferação do mosquito, limpando reservatórios de água e não deixando formar poças de água.

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