Paraguai corre risco de guerra civil
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sábado, 30 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
Curitiba - Um presente de tensão e um futuro incerto. Esse é o panorama do Paraguai após o processo de impeachment que afastou o então presidente Fernando Lugo, há uma semana. A reação dos países vizinhos, que não pouparam críticas à forma como Federico Franco chegou ao poder, foi imediata. Os representantes do novo governo paraguaio tiveram a participação no Mercosul suspensa por decisão dos outros integrantes do bloco - Brasil, Argentina e Uruguai.
As consequências da crise política no Paraguai não devem ficar só nisso. A avaliação é do cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alexsandro Eugenio Pereira, que tem doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), é professor do Mestrado em Ciência Política da UFPR e coordena o Núcleo de Estudos de Pesquisa e Relações Internacionais da UFPR (NEPRI/UFPR).
Segundo ele, nem mesmo o risco de um conflito armado está descartado. ''Uma guerra civil pode ocorrer se houver radicalização resultante da resistência de determinados setores da sociedade paraguaia à decisão do Congresso'', avalia.
Pereira alerta ainda para a importância de se acompanhar os reflexos que a crise paraguaia pode gerar em outros países da região. ''Talvez seja interessante observar como se comportarão os países da América do Sul e verificar qual será o impacto de possíveis pressões desses países com o propósito de desestimular outras rupturas no continente'', alerta.
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