A Polícia Nacional do Paraguai prometeu esta semana colaborar com a Polícia Federal para identificar a autoria de publicações apócrifas impressas em gráficas de Assunção e que circularam em Foz do Iguaçu e Santa Helena durante o período eleitoral. A legislação eleitoral brasileira é rigorosa nesses casos, mas não tem conseguido punir os responsáveis, por falta de provas contra supostos autores denunciados pelas vítimas.
Os apócrifos ocuparam espaço na campanha eleitoral. Panfletos e jornais nessa linha não publicam expediente. As gráficas paraguaias aceitam, sem muitas restrições, encomendas de brasileiros, informou a polícia daquele país.
Uma das publicações que mais causaram problemas na região oeste foi o ‘‘Jornal da Verdade’’, contendo exclusivamente denúncias contra o então candidato a prefeito de Santa Helena, Silom Schimidt (PPB/PMDB/PSDB) e o prefeito Julio Morandi (PMDB), que o apoiou. Silom elegeu-se no dia 3 de outubro.
A impressão do jornal teria sido autorizada em 25 de setembro último, por prepostos do candidato Otacílio Bianchet (PTB/PSC/PL), conforme investigou a polícia paraguaia, numa gráfica de Assunção. As cargas de jornais, conforme denúncia à PF, entraram pela Ponte da Amizade (Foz-Ciudad del Este).
Em Foz, a PF recebeu do ex-juiz da 147a. Zona Eleitoral, o processo que apura a autoria de um apócrifo impresso em Curitiba, contendo acusações ao deputado estadual Sérgio Spada (PSDB). Cerca de 5 mil exemplares da publicação foram apreendidos, poucos dias antes das eleições, no depósito da empresa de ônibus.
Outros apócrifos circularam, um deles especificamente com denúncias contra o então candidato a prefeito Harry Daijó (PPB/PDT/PSL/PSD/PMN). As investigações prosseguem.

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