''Quando eu era criança brincava na rua, jogava bola, corria. Isso não existe mais. A criança fica presa num apartamento e joga videogame 14 horas por dia. Ela tem muita energia para gastar, o que é completamente normal. É importante não misturar o que é agitação, animação, com um problema de saúde (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade) que de fato está aí, existe. Mas não pode misturar.''

O alerta é do psicólogo Jan Luiz Leonardi, mestre em análise comportamental pela PUC-SP, que faz parte do Núcleo Paradigma de Análise do Comportamento, centro de pesquisa criado em 2005 formado por membros da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC).

Conforme Leonardi, temos hoje um excesso de diagnósticos de TDAH. ''Não é porque seu filho é agitado e um pouco desatento que ele é hiperativo. Esse problema deve ter avaliação realmente precisa'', aponta.

Leia entrevista completa do repórter Davi Baldussi exclusiva para assinantes da FOLHA

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