O basileiro terminou o ano de 2011 pagando R$ 1,5 trilhão em impostos, a maior arrecadação da história. O aumento de 17,1% em relação ao bolo tributário de 2010 cresceu bem mais que a inflação, de 6,5%. Ou seja, o Leão estava com apetite feroz e em 2012 não deve ser diferente.
Entidades vêm se mobilizando para conscientizar a população sobre a cobrança crescente de impostos. Em 2005, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) se uniram e criaram o Impostômetro, uma eficiente ferramenta instalada em uma das áreas mais movimentadas da capital paulista e que mostra, minuto por minuto, o total de contribuição do ano corrente.
Em Curitiba, o Impostômetro também foi instalado pela Associação Comercial do Paraná (ACP), porém, nem todo mundo que passa em frente à sede da entidade, na esquina das ruas XV de Novembro e Presidente Faria, percebe a grandiosidade da cifra que o painel eletrônico estampa. A educação fiscal e tributária precisa ser incentivada no Brasil e só assim a população assistirá a uma verdadeira transformação social.
Os tributos deveriam ser um investimento pago pela sociedade para que a União, estados e municípios tenham recursos para exercerem a função de viabilizar o bem-estar social, garantindo, por exemplo, segurança, boas estradas, educação e saúde de qualidade.
É muito importante que os brasileiros tenham a percepção dos seus direitos e deveres quanto ao pagamento do tributo e ao valor social que representa esse recurso. Também cabe à população a fiscalização do dinheiro gasto pelos ógãos públicos. Há várias maneiras de acompanhar, seja através da imprensa, seja por meio das ações realizadas por entidades, como as associações comerciais e IBPT. O instituto já anunciou que no próximo ano lançará mais algumas ferramentas semelhantes ao Impostômetro. São elas, o Gastômetro, o Retornômetro e o Corruptômetro. 2012 promete!

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