Para mudar o Paraná
A vitória do PT nas principais cidades do Paraná e do Brasil em 2000 e o trabalho desenvolvido por suas administrações o credenciou para disputar as eleições em 2002 com grandes chances de vencer. Vencemos nas principais cidades do Paraná: Londrina, Maringá, Ponta Grossa e diversas outras pequenas. Só não conquistamos a Prefeitura de Curitiba por conta do uso da máquina pública e do derrame de recursos ilegais que está sendo investigado pelo Ministério Público no escândalo da caixa 2 de Taniguchi.
Os governos do PT herdaram prefeituras desgastadas, atoladas em dívidas e com grandes problemas a serem resolvidos. Em apenas um ano estes governos conseguiram colocar a casa em ordem. Com austeridade, honestidade, controle dos gastos públicos e participação popular, os governos do PT imprimiram sua marca em 2001 e se preparam para um grande ano de realizações em 2002.
Tivemos também uma participação importante no processo de privatização da Copel. Em conjunto com outros partidos, promovemos grandes mobilizações, organizamos coleta de assinaturas e atos que resultaram no respeito à vontade popular: a privatização está suspensa.
Destacamos também a brilhante atuação de nossos parlamentares em 2001. Nossos deputados e vereadores se destacaram na fiscalização do uso do dinheiro público e se empenharam na defesa dos direitos dos cidadãos, em denúncias de corrupção, na defesa da Copel e da Sanepar. Honestidade e transparência foram marca registrada do PT no ano que acaba.
Dentro do partido desenvolvemos um trabalho sistemático de acompanhamento das administrações petistas, procurando unificar as políticas públicas e populares desenvolvidas. Realizamos ainda o primeiro Processo de Eleições Diretas do PT, quando visitamos mais de 100 municípios em todo o Estado e foi neste momento que tivemos a certeza de que a população do Paraná precisa e quer mudança. Quer ter um programa de governo consistente, com propostas possíveis de realização e que atenda seus anseios. Quer uma candidatura que de fato represente a renovação, que lidere as oposições no Paraná e possa embasar a campanha de Lula para a Presidência da República.
Em 2002 encerra-se o ciclo de governos comprometidos com a política do FMI que endividou a nossa nação e empobreceu o nosso povo. FHC e Lerner governaram para a minoria privilegiada e abandonaram a nossa gente. A crise da Argentina é um grande exemplo da falência desta forma de governo.
A privatização das nossas estradas, a crise na segurança pública, a falência financeira do Estado e o desgaste com o escândalo do caixa 2 de Taniguchi levaram o grupo do governador Jaime Lerner a perder seu respaldo político e até o momento sequer conseguiu emplacar um candidato para as próximas eleições.
No PDT, Alvaro Dias segue na dianteira das pesquisas, apresentando também forte rejeição. Já foi governador do Estado, já transitou por partidos que vão da direita ao centro-esquerda e até ontem estava na base de apoio a FHC. Em Londrina e Ponta Grossa se articula com a oposição aos nossos governos. Com este perfil instável, certamente não terá capacidade de mobilizar e aglutinar setores organizados da sociedade civil e muito menos os trabalhadores e empresários com responsabilidade social.
Já no PMDB, o senador Roberto Requião tem merecido todo o nosso respeito, é oposição sistemática a FHC e Lerner, mas não se sabe se terá condições partidárias de oferecer o seu apoio a Lula, nossa condição fundamental para uma aliança. Já apoiamos Requião em outra conjuntura, hoje seria uma honra tê-lo como candidato ao Senado.
As eleições de 2000 mostraram que o PT saiu vencedor. Nas três principais cidades do Estado derrotou candidatos apoiados por Lerner, Requião e Alvaro Dias. A população do Paraná deu uma demonstração de que quer mudanças profundas no modelo de administração pública e não de estilo de governar. Além da austeridade e honestidade, a população quer participar das decisões da sua cidade, do seu Estado e do seu País.
Quatro candidatos já se inscreveram para disputar as prévias que acontecem em março de 2002: o deputado federal Padre Roque Zimmermann, os deputados estaduais Ângelo Vanhoni e Irineu Colombo e a professora Milena Martinez. Até o dia 26 de janeiro próximo, como presidente do PT no Paraná, farei um esforço concentrado no sentido de unificar estas candidaturas, sempre tendo em vista que esta é a grande oportunidade do PT demonstrar que sabe governar para o povo. Em 2001 o PT governou e governou bem. Em 2002 nossa estrela vai brilhar, para mudar de fato o Paraná.
ANDRÉ VARGAS é vereador em Londrina e presidente do PT no Paraná





