Para Ciro, país está 'de joelhos diante da agiotagem internacional'
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domingo, 18 de agosto de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro Na véspera do encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso, para falar sobre o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o candidato à Presidência pela Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS), fez ontem duras críticas à política econômica do governo. ''Posso lhes dizer com muita tristeza que o nosso País, rico e cobiçado no mundo inteiro, está posto de joelhos diante da agiotagem internacional'', disse Ciro, durante um rápido discurso para cerca de mil pessoas que participaram da carreata que o candidato fez pela orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
Ciro não concedeu entrevistas justamente por conta do encontro com FHC. Mas, aproveitou a oportunidade para também criticar a especulação que o mercado financeiro vem sofrendo, com base nos resultados das pesquisas eleitorais que apontam a fragilidade da campanha do candidato governista, José Serra (PSDB). ''Não temos o direito de votar livremente. Quem o povo acha que deve eleger, eles não querem permitir. É o terror econômico. É a tentativa de domesticar o pensamento rebelde do povo brasileiro.''
Ciro desfilou em carro aberto e parou em frente ao prédio onde mora o presidente nacional do PDT e candidato ao Senado, Leonel Brizola, que participou da carreata. A atriz Patrícia Pillar, mulher de Ciro, também esteve ao seu lado durante o evento.
Brizola pediu votos para Ciro, que classificou como o mais competente para governar o Brasil entre todos os candidatos. ''Só o Ciro pode tirar o Brasil desse atoleiro.'' Brizola reforçou que a campanha da Frente Trabalhista é vencedora e está crescendo em vários Estados. '' Só a fraude pode tirar essa vitória do povo brasileiro que é eleger Ciro''. O pedetista voltou a pôr em dúvida a segurança das urnas eletrônicas e disse, nas entrelinhas, não duvidar de suposta tentativa de fraude.


