A Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem a chance de ter, pela primeira vez, uma reitora. A professora Lygia Pupatto foi consagrada nas urnas, anteontem, para a função, e sua nomeação só depende do governo do Estado, em ato agendado para esta sexta-feira. Espera-se que a vontade dos cerca de 10 mil professores, funcionários e estudantes da instituição – que participaram do processo de escolha através de seus votos e democraticamente deram a Lygia 34,84% da preferência, contra 28,34% do adversário, o professor Carlos Roberto Appoloni – prevaleça no canetear do governo.
E também se espera da professora uma gestão sem igual na reitoria da UEL. Lygia Pupatto está à frente de uma instituição do tamanho de um bom número de municípios brasileiros. Alguns desses, aliás, são até menores que a Universidade de Londrina, se levada em conta a comparação entre o número de moradores e o de estudantes, professores e servidores da UEL. Também o orçamento anual da instituição é superior ao da grande maioria dos municípios paranaenses.
Por outro lado, a instituição acaba de sair de uma greve que durou 169 dias e resultou em sérios desgastes. Os novos dirigentes da UEL têm, portanto, um enorme desafio. Deverão reparar os danos causados pela paralisação (que vão da desmotivação dos servidores e docentes ao adiamento do calendário escolar) e trabalhar para evitar que novas mobilizações prejudiquem a instituição. Assim, a universidade poderá retomar com segurança sua condição de um dos eixos do desenvolvimento da região e do Estado.
Roberto Francisco

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