Papel de mãe
É inegável que no último século a sociedade passou por profundas transformações. As mulheres conquistaram papel de destaque, a partir da entrada no mercado de trabalho e das conquistas da ciência como a pílula anticoncepcional. De meras coadjuvantes, em muitos casos, as mulheres foram alçadas ao papel principal e hoje estão no comando de famílias, grandes empresas e até de países. E, nesse turbilhão, está a maternidade. Reportagem de hoje da FOLHA discute a evolução do "papel de mãe" nos últimos cem anos. Antes, exclusivamente dedicadas à rotina da família e totalmente dependentes de seus pais ou do marido, atualmente as mulheres ganharam autonomia e aprenderam a dividir tarefas como a educação dos filhos, a "administração da casa" e as finanças. No entanto, no caso da maternidade, a responsabilidade maior acaba ficando com as mulheres. A maternidade é um momento único para as mulheres. Ter a oportunidade de gerar uma vida, de amamentar e de cuidar de um bebê são experiências gratificantes, prazerosas e de difícil tradução. No entanto, também não se pode esquecer que as mulheres de hoje enfrentam importantes dilemas. Voltar ou não ao mercado de trabalho depois da licença maternidade, priorizar os filhos ou a carreira, como cuidar integralmente da educação das crianças e se fazer presente na vida e no desenvolvimento dos pequenos?
São perguntas difíceis de responder, não há uma resposta pronta. Depende de cada uma, de seus valores, da sua educação e do apoio da família. O importante é que a sociedade valorize suas mulheres e que continue dando suporte para o seu desenvolvimento e para suas escolhas. Se muitas conquistas já foram obtidas, é preciso lembrar que ainda há um importante caminho a seguir.





