São Paulo - Por decisão de seus médicos, o papa João Paulo II, 81 anos, não celebrou ontem por inteiro a tradicional missa do Domingo de Ramos, no Vaticano. Foi a primeira vez que isso aconteceu em seu pontificado, iniciado em 1978. Nas últimas semanas, o papa tem sofrido de artrite no joelho direito, o que tem lhe causado fortes dores. Por essa razão, diversos compromissos seus foram cancelados. Segundo a hierarquia do Vaticano, a alteração da programação da missa de ontem se deveu apenas a esse problema.
A celebração exigiria que João Paulo II caminhasse e ficasse de pé por três horas. De acordo com o jornal ‘‘La Repubblica’’, ele teria insistido em rezar a missa, mas, momentos antes do início, cedeu às pressões médicas. O papa participou apenas dos momentos menos cansativos e ficou sentado a maior parte do tempo.
João Paulo II leu as orações de abertura, celebrou a homilia e fez as saudações finais, em sete idiomas. Por várias vezes, sua voz falhou. A parte mais cansativa ficou sob responsabilidade do cardeal de Roma, Camillo Ruini.
O Domingo de Ramos comemora a entrada de Cristo em Jerusalém, dias antes de sua morte. A data dá início a uma agenda de atividades da Semana Santa, durante a qual a saúde do papa será mais uma vez posta à prova.
A saúde do papa tem dados sinais de fragilidade desde o início dos anos 90, quando surgiram indícios de que ele estaria sofrendo de mal de Parkinson, uma doença neurológica que provoca paralisia e tremores. Em 1996, o Vaticano admitiu que o papa seria vítima de uma desordem neurológica, mas não deu maiores detalhes.

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