Pânico em Curitiba
Clima de pânico e insegurança tomam conta dos moradores da região central de Curitiba. Na madrugada do último dia 7, assistimos mais uma cena de uma vítima gritando socorro, polícia! tentando escapar das mãos de três ladrões que tentaram tirar seus pertences. Os malandros a abordaram na Avenida Sete de Setembro, junto à calçada da loja Cassol, na Avenida Sete de Setembro, proximidades da Rua Conselheiro Laurindo, região-palco de frequentes atos violentos.
A sensação é de absoluta insegurança. A polícia sumiu, deixando a população à mercê dos bandidos da rua. Não há módulos policiais. Não se vê uma única viatura circulando para tentar refrear os criminosos que operam diuturnamente roubando, ferindo e matando.
A região conhecida da polícia que só chega (quando chega!) depois do crime consumado e dos marginais que fazem pousada em pensões e mocós da redondeza, é palco diuturno de violências praticadas contra transeuntes, pessoas idosas, crianças e, principalmente, viajantes que embarcam na rodoferroviária.
É rotina a prática criminosa de roubos e assaltos à mãos armada em série, seguidos de gritos de pega-ladrão da vizinhança, gemidos de uma vítima sendo esfaqueada.
No dia 28 de maio, por volta das 21 horas, mais uma pessoa caia nas mãos dos assaltantes, um deles armado de revólver. A polícia tem sido chamada pelo 190, mas não comparece ao local. O atendente do 190 pergunta se existem vítimas, e mesmo existindo, alega que para ir até ao local precisa de uma ordem superior e/ou de um mandado judicial.
Os moradores da região exigem das autoridades a interdição da hospedaria/mocó, sem nome, que funciona anexa à lanchonete Pokemon, na Conselheiro Laurindo, quase esquina com Sete de Setembro. O estabelecimento, aparentemente funcionando de forma irregular, sem alvará para hotel e sem qualquer dispositivo de segurança, é o principal esconderijo dos marginais que lá hospedam e/ou em frente fazem parada para perseguir suas vítimas. Solicitam, também, vistorias técnicas averiguação policiais na Pensão Sete, uma construção antiga em frente à Loja Cassol, na Avenida Sete de Setembro, lugar onde os bandidos pernoitam ou fazem parada, igualmente com o propósito único de praticar seus crimes.
Os moradores, que não querem ser identificados, informam que não entendem porque a Mocó do Pokemon continua a funcionar, sem que haja qualquer informação sobre fiscalização do local. Reiteram que é preciso que se interdite de forma definitiva o estabelecimento, por representar uma séria ameaça à segurança e ao bem estar de todos.
Ainda recentemente, em outra pensão que funciona na redondeza, uma mulher, supostamente grávida de sete meses, teria sido enforcada, uma ocorrência misteriosa que intriga a vizinhança.
A vizinhança da Conselheiro Laurindo com Sete de Setembro está insegura e com medo. Pleiteia a instalação de um módulo policial e o apoio efetivo das autoridades, inclusive da Guarda Municipal, para garantir a segurança e a integridade física das pessoas, já que a demanda criminosa vem aumentando de forma assustadora.
JOSÉ FIORI, é jornalista em Curitiba





