Palácio Iguaçu desqualifica o movimento
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
De Curitiba 
O governo do Paraná desqualificou o movimento contra a venda da Copel. O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, considerou a marcha um fracasso retumbante. Guerra disse que o Palácio Iguaçu acreditava que 50 mil pessoas participariam da manifestação. No entanto, a previsão oficial do Fórum era de 10 mil pessoas.
O governador sabia que a decisão implicaria em manifestação. A venda é impopular, mas necessária, comentou Guerra. O movimento foi manipulado, com evidentes objetivos eleitorais, reclamou. Anunciou-se um público de Atletiba, mas o que se viu foi uma torcida de Xaxim e Xanxerê, provocou. Isso nos anima a continuar.
O coordenador executivo do Fórum, Nelton Friedrich, comemorou a adesão à marcha, que contou com candidatos à sucessão em 2002.
De acordo com Guerra, o povo não aderiu ao protesto das oposições porque está compreendendo os argumentos do governo. O secretário negou que o governo tenha atuado nos bastidores para impedir que ônibus vindos do interior chegassem a Curitiba com mais manifestantes, conforme foi denunciado pelos caminhões de som do Fórum. A organização disse que o governo também fez pressão para que alunos e professores não comparecessem. Não cogitamos prejudicar o movimento, resumiu.
O governador Jaime Lerner (PFL) enviou nota oficial afirmando que respeita o direito de livre manifestação. Mas tenho convicção que a concentração acontecida no Centro Cívico não representa o pensamento da sociedade paranaense, que deseja que o Estado tenha melhores condições de investir em saúde, educação e segurança pública. E isso só será conseguido com a desestatização da Copel.
A marcha prejudicou o trânsito no centro da Capital. A avendida Cândido de Abreu uma das principais de Curitiba teve o fluxo comprometido durante cerca de meia hora. A marcha foi pacífica. A Polícia Militar não registrou problemas durante o percurso.(M.D.)


