Países pobres precisam ser ouvidos na Rio +20
O governo brasileiro vai arcar com as despesas de viagem de 10 chefes de Estado de países pobres convidados para virem ao Brasil participar da Rio +20 (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável). Nesse sentido, os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa e a Embraer preparam uma operação para trazer as delegações da África e do Caribe que não teriam como bancar as passagens de avião. Quase 70 pessoas serão transportadas por dois aviões Legacy da Força Área Brasileira (FAB) e duas aeronaves da Embraer.
Os aviões da FAB partem da Base Aérea de Brasília, no dia 18, quando inicia a cúpula dos chefes de Estado no Rio de Janeiro, com destino a São Tomé e Príncipe, Malauí e Serra Leoa. Enquanto isso, as aeronaves da Embraer partem de Miami para Barbados, Granada, Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Neves e Dominica, no Caribe, e Libéria e Cabo Verde, na África.
A iniciativa de ajuda do Brasil é positiva e deveria ser copiada por outros governos ricos. É muito importante que delegações mais pobres participem das discussões da Rio +20, que tem a erradicação da pobreza e da fome como um de seus compromissos. O evento não surtirá os efeitos práticos esperados se os países pobres e aqueles em desenvolvimento não debaterem o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Se as delegações mais carentes não forem ouvidas nessa reunião, a Rio +20 se tornará apenas palco de interesses das nações mais ricas.
Para que a Rio +20 realmente apresente resultados positivos quanto à erradicação da pobreza, é necessário que os chefes de estado apresentem propostas de políticas sociais e econômicas que combatam a fome e a miséria, a mortalidade infantil, promova o desenvolvimento da educação básica e da saúde pública de qualidade.
A conferência acontece de 13 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Ela acontece 20 anos depois da Eco 92 e agora tem o objetivo de definir um modelo internacional para os próximos 20 anos tendo como principais propostas encontrar soluções para a erradicação da pobreza, promoção do desenvolvimento sustentável e o incentivo à economia verde.





