Quatro notícias, entre centenas de informações, circularam pelas redações de jornais, ontem:
• O PIB (Produto Interno Bruto), que reúne todas as riquezas produzidas no País, caiu 0,73% no primeiro trimestre do ano e ficou em R$ 294 bilhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O consumo das famílias brasileiras recuou 1,32% na comparação com o mesmo período de 2001. Já o consumo do governo, de R$ 54,9 bilhões, cresceu 0,86%.
• A renda do trabalhador das seis maiores regiões metropolitanas do Brasil encolheu pelo 16º mês seguido. O dado consta na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Em abril, a renda real caiu 4,1%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a abril, a queda chega a 5,3%, em média, comparada ao mesmo período de 2001. Os trabalhadores mais prejudicados foram os que têm carteira de trabalho assinada – perderam 4,8%.
• O desemprego no Brasil atingiu no mês passado a maior taxa desde maio de 2000: 7,7%. Isto significa que, em seis capitais brasileiras (as principais regiões metropolitanas), 1,488 milhão de trabalhadores engrossavam as filas por uma chance de emprego no ‘‘mês do trabalhador’’.
• A safra agrícola brasileira de 2002 deverá ficar em 98,8 milhões de toneladas, apenas 0,30% acima da registrada em 2001. A estimativa é do IBGE e mostra um recuo. Até então, esperava-se crescimento de 0,81% em relação a 2001. No Sul do País, que responde por 50% da produção brasileira, a queda será a maior: 10,81%.
Esse conjunto de indicadores – divulgados por fonte oficial – não deixa dúvidas. Produção encolhida, poder de compra minguado, empregos em extinção e o campo – grande fonte de renda, trabalho e divisas do País – praticamente estacionado. Fica a pergunta: o brasileiro deveria preservar a atual política econômica, e implorar para Armínio Fraga continuar à frente do Banco Central, por que mesmo?
Ruth Meira

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