O Brasil se beneficiou de um longo período de estabilidade econômica e crescimento dos investimentos em todos os países, inclusive investimentos internos. O resultado não poderia ser diferente. Ainda que no primeiro mandato do Presidente Lula, o crescimento foi tímido, o saldo hoje é positivo e merece ser comemorado.

Tanto que o presidente do BC estimou que 30 milhões de pessoas deverão ser agregadas à classe média do início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2003 até dezembro deste ano. Ele destacou que a política econômica no Brasil, com inflação sob controle, dívida em declínio em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e crescimento vigoroso, permitiu que o País gerasse 1,2 milhão de empregos de março a dezembro de 2009. Meirelles ressaltou que de janeiro a abril deste ano foi criado quase um milhão de postos de trabalho. No mês passado, a criação líquida de postos de trabalho formais totalizou 305.068, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

A estabilidade macroeconômica que o Brasil registra hoje - lembrou o presidente do BC, em entrevista à Agência Estado - permitiu um avanço do crédito de 21% do PIB no começo de 2003 para a atual marca de 45% do PIB, o que está colaborando de forma expressiva para a robusta expansão dos investimentos.
Perguntado sobre a perspectiva de incremento do PIB para este ano, Meirelles destacou que as projeções de analistas indicam uma expansão ao redor de 6%. A pesquisa Focus apurada pelo Banco Central mostrou que a mediana das estimativas para o PIB aponta um avanço de 6,30% neste ano.

O ritmo acelerado de expansão da economia brasileira levou a Confederação Nacional da Indústria a rever de 5,5% para 6% a projeção de crescimento do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país) em 2010.
De acordo com a entidade, o PIB industrial deverá crescer 8% este ano, ante a projeção de 7% realizada em dezembro de 2009. Na avaliação dos técnicos da CNI, a produção industrial deve aumentar 12% em 2010, enquanto os investimentos -com expansão antes prevista em 14%- devem superar em 18% os realizados no ano passado, durante a crise. Ainda segundo o Informe Conjuntural da entidade, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar o ano em 5,4%, superior à previsão anterior, de 4,7%.

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