Rio - A polícia já possui nomes de pessoas que seriam fornecedores de drogas da cantora Cássia Eller. As informações foram passadas pelo pai da cantora, Altair Eller, na semana passada, e divulgadas ontem por seu advogado, Ricardo Azevedo Leitão. O delegado Antônio Carlos Calazans ouviu ontem o angiologista Raimundo Luiz Senra Barros, que foi chamado à Casa de Saúde Santa Maria para tratar de uma isquemia horas antes de Cássia morrer. Ele disse não acreditar que o problema tenha sido causado pelo consumo de drogas.
Segundo Leitão, o militar viu Cássia fazendo uso de entorpecente na frente do filho Chicão, de oito anos, junto a várias pessoas, no período em que esteve hospedado em sua casa, no ano passado. Eller, que mora em Fortaleza, ficou por três meses no Rio para se recuperar de uma cirurgia. Leitão recusou-se a informar qual droga teria sido consumida e se Eugênia também ingerira.
O delegado Calazans não confirmou se recebeu a informação, alegando que o inquérito que apura as circunstâncias da morte da cantora é sigiloso. Em entrevistas, Eugênia já negou ser usuária de drogas e acusou Eller de estar interessado apenas no dinheiro da cantora, já que ele vive em extrema dificuldade financeira.

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