A polêmica sobre a causa da morte da cantora Cássia Eller, no dia 29, ganhou tom criminal com a entrevista concedida por Altair Eller, pai de Cássia, à revista semanal ‘‘Istoɒ’, que chega hoje às bancas. Segundo a reportagem, o sargento reformado, de 66 anos, diz que ‘‘não descarta a possibilidade de homicídio’’. ‘‘Não quero acusar ninguém, mas pode ter sido uma morte provocada por uma triangulação amorosa’’, destaca o pai, segundo a reportagem.
Na relação mencionada ele envolve a percussionista Elaine Moreira, conhecida como Lan Lan, que levou Cássia à Clínica Santa Maria, em Laranjeiras, zona sul do Rio, onde ela morreu depois de três paradas cardiorrespiratórias, e a companheira da cantora Maria Eugênia Vieira Martins, com quem Cássia vivia havia 14 anos.
Em entrevista concedida ontem por Maria Eugênia a ‘‘O Globo On Line’’, ela diz que as declarações do pai de Cássia podem fazer parte de uma tentativa de denegrir sua imagem. Nas declarações dadas à ‘‘Istoɒ’, Altair garante que vai lutar na Justiça pela guarda do neto Francisco Ribeiro Eller, 8 anos, e pela tutela de seus bens.
A reportagem destaca que a relação entre Cássia e Lan Lan era sabida e aceita por Maria Eugênia e as três chegaram a ser vistas juntas. Agora, Lan Lan descansa na Bahia e segundo seu advogado, Artur Lavigne, falará somente na quinta-feira. Os porteiros do prédio onde Cássia Eller morava, em Cosme Velho, também na zona sul do Rio, depuseram na polícia dando informações conflitantes sobre horários e situações que envolveram a cantora na manhã do dia 29.
O empresário de Cássia Eller, Ronaldo Villas, depois de saber das declarações do pai da cantora à revista ‘‘Istoɒ’, afirmou: ‘‘Ele deve estar muito bem informado, deve estar bem consciente do que disse. Eu adoraria falar com todo mundo sobre a carreira, a pessoa da Cássia. Mas acho que o momento é de respeitar a família e colaborar com a polícia, que está fazendo o seu trabalho. Cada um tem que assumir suas declarações.’’

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