Página do leitor
Nossas emoções são esterilizadas a cada novo acontecimento, e as misérias humanas são encaradas com normalidade. Porém, quero dizer que a sua morte, Cássia, me deixou muito triste, por saber da trajetória que teve e como lutava contra o vazio interior que existia em você. Agora que o pano baixou, o que gostaria que fosse escrito em sua lápide? Experimentei de tudo e morri feliz!. Festejada Cássia. Como ser feliz querendo satisfazer-se de modo tão tresloucado?. Hoje você se junta a Jimmy, Janis, Fred, Elis e tantos outros, deixa a vida para entrar na história. Quando nos disse que buscou ajuda, confesso não acreditei, pois sua força sempre foi ínfima para lutar contra seus desvarios. O teatro do absurdo de Paul Sartre teve em você mais uma personagem, pois segundo o francês o ser humano é uma piada trágica, e como sua vida foi, e se encerrou tragicamente. Talvez brotem louvores de muitos, por sua qualidade musical que é indiscutível. Porém, sua prática de vida mostrou que o certo virou errado, por falta de crer nos absolutos.
Meu interior está oprimido. Qual o exemplo para tantos que a admiravam! Morreu como viveu, senhora de si, dona de seu destino. Que tristeza.
VALDIR FLORA BATISTA,
Londrina
Solidariedade
Nestes tempos de solidariedade, urge a real e humana necessidade cristã dos curitibanos visitar nossos irmãos que vivem em estado de miserabilidade absoluta nas àreas de invasões na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Do outro lado do Contorno Sul, no final da Vila Sabará, há o desconhecido prolongamento da miserabilidade absoluta. Aquele povo, que quer ser gente, precisa de ajuda.
CÉLIO BORBA, Curitiba
Felicidade
A passagem de ano, apesar de não ser algo além de uma volta, dentre as bilhões, da Terra a redor do sol, é para muitos, senão todos, um momento de reflexão. A sensação de felicidade atinge todos os seres nesta data, talvez seja o salário extra, muito merecido, ou mesmo aqueles dias de folga que se ganha nesta época, possibilitando assim uma confraternização com a família e amigos; mais do que isso ainda, este momento marca um pequeno fim para um novo recomeço, simboliza a conquista de mais um degrau.
Um degrau que se construiu durante todo um ano, e que agora deve ser usado como uma plataforma para se olhar e analisar os degraus que existem abaixo dele, para aí, então, pensar como será moldado o próximo. Os únicos degraus que resistem a todo tipo de tempestade e que levam além das nuvens, e assim possibilitam uma visão privilegiada do mundo são os construídos com a sabedoria do bem.
O bem é tudo o que traz felicidade. Não pense que mentir, dissimular ou caluniar possa trazer felicidade, e pior ainda, concluir que seja algo bom. No fundo possuímos a convicção de que essas coisas não são boas, e por isso não trará felicidade, e sim amargura. Essa idéia pode ser facilmente percebida na vida real se observarmos o comportamento e as atitudes das pessoas que são mais, e das que são menos felizes do que as primeiras. Em resumo, a felicidade é apenas o termômetro do bem em seu coração.
MÁRCIO PARDO,
Londrina
Eleições
Decididamente, minha esperança é que Anthony Garotinho venha a ser nosso próximo presidente. Até onde alcança minha memória, não recordo de termos tido um mandatário com as qualificações de Fernando Henrique Cardoso: inteligente, culto, desnecessário citar qualidades que nos têm causado orgulho, quando de sua presença no exterior. Honestidade nunca contestada, tinha todas as qualidades para ser um grande presidente. Aparentemente não foi, por motivos que só os subterrâneos de Brasília podem explicar.
Se grandes qualidades não são suficientes para fazer um bom presidente, está no hora de, usando o dito antológico, apelar para a ignorância. Quem assistiu ao programa Show do Milhão do dia 30 concluirá facilmente que o governador do Rio de Janeiro está inteiramente talhado para o cargo. Foi incapaz de responder que a água é composta de oxigênio e hidrogênio, pergunta que meu neto de 9 anos matou na hora e deu inclusive a fórmula. As entidades beneficentes do Rio de Janeiro vibraram de alegria ao saber que caberia a elas metade do prêmio ganho pelo governador, ou seja, exatamente R$ 750,00.
PAULO CARLOS SOLHEID FILHO,
Astorga
FHC
Fiquei surpreso ao ler a máteria na Folha de Londrina, FHC sonha com cargo vitalício. Enquanto ele sonha (e viaja), o povo tem pesadelos. Após uma noite de insônia, resolvi sugerir ao presidente que ele seja nomeado (evidentemente não será eleito) não apenas senador vitalício: deveria ser senador eterno. Quem sabe poderia convidar um certo Augusto Pinochet, ex-senador vitalício, para lhe dar algumas aulas sobre o assunto. Pensando bem, para um grande estadista como FHC, deveria ser nomeado imperador vitalício, defensor perpétuo do Brasil. Não, ele merece ser imperador eterno. Afinal, para quê essa bobagem de gastar tempo e dinheiro com eleições?
DAVIS ANDRADE OLIVEIRA DA CRUZ, Londrina





