Um café da manhã, um sinal de paz. Após as críticas que vieram das ruas, no último domingo (26), direcionadas ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal) – e endossadas por uma declaração do presidente Jair Bolsonaro – representantes dos três Poderes se reuniram nesta terça-feira (28) no Palácio do Alvorada. Na pauta, um pacto pela recuperação da economia.

A preocupação faz sentido. Com o mandato do presidente da República entrando no sexto mês e o pouco avanço das pautas positivas, é preciso uma mudança de curso em prol do entendimento e do diálogo.

A reunião aconteceu durante café da manhã com a presença de Bolsonaro e dos presidentes do STF, ministro Dias Toffoli; da Câmara, deputado Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro; e do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá. Executivo, Legislativo e Judiciário foram convocados para tocar para frente projetos considerados prioritários para a retomada do desenvolvimento. Também participaram os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Durante o encontro, foi apresentado um esboço do texto que já ganhou nome: “Pacto pelo Brasil”. O documento deverá ser assinado no dia 10 de junho e vai conter um compromisso de entendimento e algumas metas prioritárias. Para a ocasião, o Palácio do Planalto está programando um grande ato.

Esse pacto não é uma novidade. O presidente do Supremo defendia a ideia antes da eleição de Bolsonaro e até apresentou a proposta em fevereiro deste ano. O documento que está sendo preparado diz que os Poderes se unem em favor de “um novo tempo” e prega "um novo momento de convivência e de assertividade pelo progresso e pela paz do povo brasileiro". Coloca, ainda, algumas propostas que, na visão dos chefes de Poderes, podem resultar no desenvolvimento e na prosperidade. Entre elas, as reformas da Previdência, o combate à criminalidade e à corrupção, a modernização do sistema tributário, a desburocratização das rotinas administrativas e a repactuação federativa.

A “trégua” entre os Poderes já começou a dar resultados imediatos. Nesta terça-feira (28), o mercado reagiu favoravelmente. A Bolsa teve um dia de pregão forte, retomou os 96 mil pontos (maior patamar para o mês) e o dólar recuou 0,29%, cotado a R$ 4,024.

Mas a assinatura do pacto só terá sucesso se houver comprometimento pela eficiência e pelo diálogo e a compreensão de que a polarização (característica que continua forte no País) não traz bons resultados para a sociedade.

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