Outdoors e propaganda incompleta ou enganosa
®MDNM¯ Existe no Brasil um órgão regulamentador da publicidade, mas os abusos existem. Um tema do momento em Londrina é a proliferação abusiva dos outdoors (mais claramente as placas de propaganda nas ruas e rodovias e inclusive em meio às plantações rurais), e a questão reclama disciplinamento. E não é apenas essa propaganda que polui o visual urbano mas também as pinturas em muros, os grafites com marcas tribais e os murais qualificados como arte mas alguns de gosto duvidoso, convertendo-se em imagem desagradável.
Os outdoors e todo o gênero de publicidade envolvem sobretudo as agências, e a estas cabe orientar os anunciantes, porque muitas mensagens são incompletas ou enganosas e isso desserve à causa da boa divulgação e da seriedade de produtos e serviços. O uso do R$ 0,99 é frequente, mas não convence ninguém dizer que uma mercadoria custa R$ 99,99 quando todos sabem que o número redondo é R$ 100.
Melhor seria abandonar esse artifício porque há também os fregueses que se irritam com isso e declaram sentir-se tachados de ingênuos. É preciso que anunciantes e agências zelem pelo respeito ao consumidor, sob todos os aspectos. No caso dos outdoors há ruas poluídas por eles em Londrina, e isto pode inclusive atrapalhar o condutor de veículo ao atrair sua atenção para textos e imagens. Não se trata de proibir, mas de implantar regras definidoras de locais, dimensões, quantidade deles numa mesma área e preservação ambiental, com repressão à fixação de cartazes em árvores e postes. Já existem os códigos de posturas que estabelecem licenças e limites, mas o debate é sempre necessário para acrescentar ideias e corrigir distorções. Quanto à propaganda incompleta, esta é a que mostra a entrada e o número de prestações mas não informa o valor delas; ou, se tem o valor das prestações, não informa quantas são e omite o valor da entrada e outras variações do gênero. Assim o cliente potencial nunca sabe o custo total, a menos que vá à loja. Talvez esta seja a estratégia dessas desinformações, mas nunca se fez uma pesquisa para saber de sua eficácia.
Anúncio é também informação e por isso precisa ser claro e honesto, porque isto pressupõe clareza e honestidade do anunciante; e o contrário disto gera uma relação pouco sincera entre a mensagem e a meta-alvo, que é o comprador. Mas se uma questão do momento é o excesso de outdoors, isto deve ser discutido conjuntamente pelos poderes públicos, anunciantes, agências de publicidade, veículos de comunicação e a sociedade como um todo.
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