As notícias que vieram da abertura do 10º Congresso Nacional Moveleiro e da 2ª MostraMóveis, realizados nesta terça-feira (3) em Arapongas, mostram um quadro de otimismo do setor com a perspectiva de sucesso dos acordos comerciais entre Mercosul e UE (União Europeia) e do Brasil com os Estados Unidos. Bons ventos em um momento de certa turbulência percebida nesta mesma terça-feira após a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na média global, a produção recuou 0,3% de junho para julho - terceiro mês seguido de resultado negativo, acumulando perda de 1,2% no período. As perdas aconteceram em 11 das 26 atividades pesquisadas.

Segundo diretores da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), o setor moveleiro nacional tem capacidade de crescer até 20% ao ano em caso de fechamento dos acordos com UE e com os Estados Unidos. Para os empresários, o fim das taxas de importação deve garantir alta competitividade aos produtos brasileiros.

O presidente do Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas) e vice da Abimóvel, Irineu Munhoz, acredita nas oportunidades que se abrirão com os acordos comerciais e ressaltou que a indústria moveleira já está se preparando para uma fase positiva, buscando junto aos fornecedores material mais adequado ao mercado estrangeiro que desejam atingir. Um bom exemplo para outros segmentos da indústria que pensam em ganhar mercado lá fora. Preparar-se para uma nova boa fase.

Para os empresários, as negociações com os Estados Unidos, o maior mercado consumidor do mundo, podem avançar mais rápido do que a negociação com a UE. No caso da Europa, falta a confirmação de vários países no acordo, situação que ficou estremecida após a troca de ofensas entre os presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França. Crise diplomática que precisa ser resolvida o mais breve possível.

A esperança é de fechar positivamente um ano em que o setor moveleiro chegou a experimentar momentos de tensão e retração de quase 5%, reflexo da crise da vizinha Argentina. As empresas colocaram o pé no freio, mas a esperança é de voltar acelerar com o fechamento dos acordos para se manter em uma ótima posição: a indústria moveleira do Sul do País é responsável por 85% das exportações de móveis do Brasil.

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