Otimismo no campo
Se permanecer o otimismo percebido na ExpoLondrina, o agronegócio vai fazer bonito em 2017. Uma prévia do fechamento dos negócios apontaram para crescimento em diferentes setores nessa feira, encerrada domingo (9).
Um balanço do Banco do Brasil mostrou que as intenções de negócios atingiram a quantia de R$ 220 milhões. Nada mal, considerando que no ano passado, as intenções de negócios chegaram a R$ 80 milhões no BB. Em 2017, o banco estatal recebeu 700 propostas.
Ajudou bastante a criação de novas linhas de crédito, para compra de maquinário importado e de caminhonetes cabine dupla. Outras instituições, como o Sicoob e o Sicredi, também estão saindo da feira com o ânimo em alta. O primeiro fechou com R$ 10 milhões em negócios e o segundo fala em aumento de 30% no volume de negócios.
A ExpoLondrina é um dos acontecimentos mais tradicionais e aguardados do calendário de eventos da cidade. Mexe com a economia de toda a região e levanta a autoestima da população do Norte do Paraná, que tem suas raízes no campo e suas histórias de sucesso marcadas pelas conquistas no agronegócio.
Só no último sábado da feira, 48 mil pessoas passaram pelos portões do Parque Ney Braga. A expectativa da organização é que o número de visitantes chegue a 500 mil.
O agronegócio é um setor que hoje representa 50% das exportações totais do País, segundo a Confederação Nacional da Agricultura, entidade que estima crescimento do Agro para 2017 em 2%.
Quem passou pelo Parque Ney Braga nesses últimos dias viu shows, brincou, fez compras, desfrutou de boa gastronomia, viu belos animais premiados, participou de simpósios e fechou negócios.
Mas um aspecto chamou a atenção de todos que passaram pela feira: o avanço tecnológico que já chegou forte no campo e está sendo responsável por transformar a atividade rural.
Ainda temos muitos números ruins, mas o Agro dá provas de que pode sair na frente na retomada da economia brasileira.





