Otimismo dos empresários do Paraná
Se a agricultura vai bem, o comércio também vai. Foi com essa afirmação que o presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), Darci Piana, justificou o otimismo dos empresários do setor para as vendas do primeiro semestre de 2013. Setenta por cento dos pesquisados têm expectativas positivas para o período entre janeiro e junho. É óbvio que outros fatores elevam os ânimos dos empresários que atuam no comércio, serviços e turismo, como a esperança de um Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o "pibinho" de 1% em 2012, a redução da tarifa de energia, o pleno emprego e o crédito fácil. Porém, é no campo que estão depositadas as esperanças de um bom ano para as vendas.
Para garantir o escoamento da supersafra de grãos estimada em 19,8 milhões de toneladas, volume 24% maior do que em 2012,o governo estadual lançou um programa de comunicação no sentido de minimizar alguns problemas para quem utiliza o Porto de Paranaguá. Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos exportadores, frequentemente estão as filas de caminhões ao longo da BR-277 e as filas de navios que ficam ao largo à espera do momento de atracar.
O programa de comunicação pretende divulgar as modificações logísticas para o recebimento dos grãos. No ano passado, a movimentação total de cargas nos portos paranaenses foi de 44,5 milhões de toneladas. Neste ano, a previsão é superar este volume em 9%.
Números tão gigantescos pedem que o Porto de Paranaguá funcione mesmo como um relógio. Exportadores, caminhoneiros e operadores portuários começaram a ser orientados sobre novas rotas de acesso ao terminais de cargas. A ação iniciada ontem ainda inclui placas de sinalização, distribuição de fôlderes e outdoors.
As medidas são relativamente simples e tudo o que pode agilizar o embarque da safra é bem vindo. A questão é se este ano o Porto de Paranaguá, principal ponto de embarque e desembarque de grãos da América Latina , está preparado para essa grande operação. Ninguém quer ver repetir a cena de maio de 2012, quando um imenso número de navios esperava de 20 a 40 dias para desembarcar.





