OTIMISMO BEM BRASILEIRO - Quais os planos para o próximo ano?
''A gente sempre espera o melhor. E no ano que vem, vai melhorar mesmo. Vou voltar a trabalhar depois de seis meses parada por causa de um problema no joelho e vai dar para pagar as contas'', diz Ana Dias da Rosa Moreira, 56 anos, diarista, que este ano contou com a ajuda da filha logo que constatou os problemas de saúde. Foi a filha que assumiu os deveres domésticos na casa da família para a qual Ana trabalha há cerca de 15 anos.
''O palhaço está sempre feliz, sorrindo, mesmo que esteja sofrendo por dentro. Este ano não foi ruim não. Se a gente tem sa© úde, se ajeita. O povo é que reclama de barriga cheia. Se hoje ganha 10 reais, amanhã já quer ganhar 20 e por aí vai. No ano que vem quero ver se largo essa vida para poder voltar para a minha cidade.'' Marcos Martins Gabriele, o palhaço ''Batatinha'', 28 anos, é de Maringá, onde os fiscais não permitem que ele trabalhe nas ruas.
''Foi muito bom esse ano, já que meus dois filhos que estavam parados conseguiram emprego. Foi uma glória para a família. Para o ano que vem quero ver se compro um carrinho, nem que seja velho.'' Antônio Carlos Vanzo, 46 anos, cobrador de ônibus, que acredita que as pessoas estão valorizando mais o dinheiro por conta das dificuldades em ganhá-lo.
''Este foi um ano que não teve muito dinheiro para todo mundo. Mas eu quero entrar com pé direito em 2004.'' Elisangela Alves, 24 anos, que vai entrar no ano que vem com companhia nova, a da filha Letícia, que deve nascer na semana que vem. Nos planos de Elisangela, a volta ao trabalho só deve acontecer depois que a filhinha completar seis meses.
''Quero que esse ano acabe logo para ver as novidades que vão acontecer no ano que vem. Quero conhecer coisas novas.'' Camila Fernanda Lopes, 14 anos, estudante que sonha em deixar Londrina no ano que vem para ir morar no Mato Grosso, ao lado do avô.
''Deus sempre me deu saúde e o resto eu vou arrumando. Este ano está sendo muito bom, apesar da administração pública ser péssima. Se tudo der certo, vou dar uma boa reformada na casa e se possível também trocar o carro''. Mariza Terra Negrão, 55 anos, vendedora, que gosta de repetir que é Deus quem dá o pontapé inicial, o resto é com cada um.





