Oswaldo Petrin
Alguém, por aqui, está monitorando níveis de credibilidade dos candidatos no andamento da campanha eleitoral? Claro que até nesse aspecto, por obrigação profissional (mais dinheiro, melhores talentos, candidato mais qualificado), o governo tem obrigação de fazer o sensoreamento adequado. Um candidato pode estar numa boa e começar a cair justamente no horário gratuito.
Aconteceu em São Paulo com Marta Suplicy que perdeu 4 pontos (intenções de votos) em sondagem do DataFolha um dia após sua estréia no horário do TRE. Ela tinha 36 e agora está com 32%. É o silvo da panela de pressão e se continuar assim haverá mudanças: o Xerife Tuma, que vive às turras com o PT por causa da estrela policial, ganhou 4 pontos e está com 7%. Alckmin subiu 2 e passou a 6%. Luiza Erundina subiu 1 ponto, está com 15% empatada com Maluf que perdeu 2 e se fixa em 14.
Essa mexida estaria acontecendo em nosso caso? Ninguém acredita: não houve fatos novos na campanha, a mais limpa e modernosa é a de Cassio, as outras tentam reverter o quadro e delas, a melhorzinha, a de Forte Neto que ficaria bem melhor sem o senador Alvaro Dias com seu mau desempenho como ator, o que ele fazia com mais desenvoltura anteriormente. Para o PSDB, que como todos os nossos partidos, é seguidor do culto à personalidade, tirar Alvaro é como aquela idéia do produtor de cinema que recebeu o roteiro do King Kong e, depois de examiná-lo, dispôs-se a apoiá-lo, desde que tirassem o macaco.
Na verdade, Alvaro Dias tenta ser palatável a Curitiba, que é hostil ao seu jeitão. Como de resto se dá com Requião, que perdeu o pleito aqui e em Londrina. Sua taxa de rejeição é superior a de intenções de votos. Como se vê, o caos do governo estadual, mergulhado em corrupção e fraude, não transfere nutrientes à oposição que, além de tudo, insiste no mesmo discurso derrotado nos últimos 12 anos e acreditando na hipótese da baixaria salvadora da 25ª hora, a dose de cânfora na hora da expirar.





