Aposentadoria, um prêmio ou um castigo? Embora muitos sonhem com os dias tranquilos da vida após anos difíceis de trabalho, a realidade não tem se mostrado cor-de-rosa. Reportagem da FOLHA na edição de hoje traz resultados de uma pesquisa realizada pelo centro britânico Institute of Economics Affairs (IEA), apontando que a aposentadoria pode não fazer bem para a saúde física e mental, pois eleva em 40% as chances de desenvolver depressão e em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico.
Esses problemas afetam os ingleses, mas no Brasil não é diferente. Por aqui, existe um fator complicador. Além dos brasileiros enfrentarem problemas para de adequar à nova vida, boa parte dos idosos sofre com a perda de renda. É difícil enquadrar os gastos mensais com a remuneração oferecida pela Previdência. Aí está um fator que joga para muito longe o sonho de uma confortável ‘’terceira idade’’ e muitos aposentados acabam voltando ao mercado de trabalho por necessidade.
Na Inglaterra, e na maioria dos países, muitos aposentados sofrem porque percebem que a sociedade valoriza o homem mais pela força de trabalho do que pela qualidade de seu caráter. Infelizmente, essa discussão não é nova e muitos veem a aposentadoria como o momento em que o indivíduo simplesmente para de viver.
Planejamento é a palavra-chave para evitar os traumas que chegam com essa nova fase da vida. No aspecto financeiro, é preciso se programar para minimizar os danos que a diminuição do salário vai trazer - tarefa nada fácil em um país como o Brasil. Ideal seria que as próprias empresas ajudassem seus empregados nesse planejamento.
Quanto ao aspecto emocional, a preparação também é importante para que o aposentado não perca prestígio e amigos só pelo fato de parar de trabalhar. Por isso, a importância de buscar um círculo de amizades fora do emprego. Amigos são sempre importantes na prevenção da depressão.

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